Teles não conseguem acordos para cobertura dos estádios da Copa

Mais um problema surge com a proximidade da Copa das Confederações e da Copa do Mundo: um impasse entre os responsáveis pelos estádios e as operadoras de telecomunicações sobre a instalação de infraestrutura de celular (incluindo a rede de voz e as redes 3G e 4G) dentro dos estádios. As negociações, segundo fontes das operadoras, estão paradas porque os responsáveis pela administração dos estádios estão pedindo valores impraticáveis pelo aluguel do espaço dentro das arenas em que serão instalados equipamentos. Para as operadoras, a cobertura indoor dos estádios é facultativa. Ou seja, a cobertura obrigatória pode ser feita por antenas e ERBs instaladas nos arredores dos estádios, mas o resultado é melhor se a cobertura for indoor. Só que os administradores das arenas estão exigindo o pagamento por isso. Em três casos, segundo apurou este noticiário, a exigência vai mais além: pede-se que as teles patrocinem os clubes aos quais os estádios pertencem.

Pelas contas das operadoras, cada estádio consumirá um investimento total de pelo menos R$ 20 milhões na colocação de equipamentos e cabeamento para a cobertura indoor. E na maior parte dos casos, o tráfego gerado nessas arenas será insignificante fora dos dias de jogos, mas a estrutura permanecerá instalada e operante. Em casos como Cuiabá, Manaus, Brasília e Rio Grande do Norte, os campeonatos locais dificilmente gerarão movimento de público que justifique sequer uma cobertura indoor. Tudo isso seria feito para melhorar a qualidade dos serviços durante a Copa do Mundo e a Copa das Confederações.

As duas únicas negociações dos 12 estádios da Copa que já foram concluídas foram Salvador e Fortaleza. Mas em alguns casos, como o Maracanã, sequer há interlocução formal.

O edital de 4G exige das empresas cobertura na região dos estádios, mas a Anatel atestou que isso não precisa ser feito, necessariamente, com cobertura interna, ou seja, é possível usar torres e antenas em regiões próximas.

Aeroportos

Impasse semelhante também está acontecendo com a Infraero em relação aos aeroportos. As teles dizem que a estatal que administra parte dos aeroportos (outros já foram privatizados) exige valores absurdos para que seja feita uma estrutura de cobertura indoor.

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