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Impacto de demanda 5G só ocorrerá no segundo semestre, avalia Nokia
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019 , 13h43

O lançamento das primeiras redes comerciais 5G deve gerar um impacto positivo para a Nokia em 2019, mas apenas a partir do segundo semestre, afirmou a companhia durante divulgação de resultados operacionais do último trimestre de 2018. No período, a empresa registrou crescimento em um ano nas receitas, margem operacional e lucro; ainda assim, os resultados não foram suficientes para impedir que a fabricante finlandesa terminasse 2018 com prejuízo operacional de 59 milhões de euros, revertendo lucro de 16 milhões de euros em 2017. Já o resultado líquido no período passou de 1,4 bilhão de euros em perdas em 2017 para 549 milhões de euros de prejuízo em 2018 (melhora de 62%).

Presidente e CEO da empresa, Rajeev Suri afirmou que o resultado global deve se fortalecer ao longo de 2019, sobretudo por conta da demanda de operadores que vão inaugurar redes de quinta geração. Ainda assim, a expectativa é que o ano seja marcado por altos e baixos na demanda. "Considerando que os lançamentos 5G serão espaçados ao longo do ano, esperamos que 2019 tenha um primeiro semestre calmo, seguido por um segundo semestre muito mais robusto", pontuou Suri, em comunicado.

No acumulado do ano passado, as receitas da fabricante finlandesa recuaram 3%, para 22,5 bilhões de euros, enquanto a margem operacional passou de 0,1% em 2017 para 0,3% negativos em 2018. Conforme projetado, contudo, o último quarto do ano passado foi positivo: após salto de 32%, o lucro operacional da Nokia alcançou 552 milhões de euros, enquanto o lucro líquido somou 203 milhões de euros. No mesmo período, o faturamento da companhia subiu 3% na comparação anual, para 6,8 bilhões de euros, enquanto a margem avançou para 8%, ante 6,3% nos últimos três meses do ano anterior.

Já na América Latina a performance foi positiva tanto no consolidado de 2018 (alta de 8%, para 1,3 bilhão de euros) quanto no último trimestre (alta de 7%, para 447 milhões de euros). Maior mercado para a Nokia, a região da América do Norte cresceu 1% no ano. Por outro lado, quedas foram registradas na China (menos 13%), na Ásia-Pacífico (3%), no Oriente Médio-África (2%) e na Europa (1%) ao longo de 2018.

No último trimestre de 2018 a divisão de redes da empresa apresentou alta no faturamento, com as receitas subindo 7% em um ano, para 6,2 bilhões de euros. Ao longo do ano, contudo, o principal negócio da companhia registrou redução de 2%, para 20,1 bilhões de euros. Também houve queda na Nokia Technologies, onde o recuo no consolidado de 2018 bateu 9%, para 1,5 bilhão de euros negociados. A partir deste ano, a Nokia colocará uma revisão da estrutura organizacional em prática, passando a discriminar também os resultados da divisão de software.

A companhia ainda divulgou dados do programa de redução de custos trienal empreendido a partir de 2016: a meta de 1,2 bilhão de euros foi atingida, sendo 400 milhões referentes a 2018, após 250 milhões em 2017 e 550 milhões em 2016. Para 2019 e 2020, a promessa é de redução de despesas de 200 milhões e 500 milhões de euros, na ordem, totalizando 700 milhões de euros ao fim do período.

Por último, a Nokia revelou alta de 5% na distribuição de dividendos, que subiu de 0,19 euros por ação em 2017 para 0,20 euros por ação em 2018.

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