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Tecnologia
Evolução, e não revolução, é o caminho para redes de TV paga, diz Arris
sexta-feira, 30 de junho de 2017 , 00h18 | POR SAMUEL POSSEBON, DE MIAMI, A CONVITE DA ARRIS

O encontro anual promovido pela Arris para operadores de TV por assinatura da América Latina, o Executive Leadership Forum 2017, mostrou que a indústria de TV paga, pelo menos do ponto de evolução tecnológica, tem um caminho claro de evolução. Aliás, evolução é a palavra que a Arris pretende usar para definir as mudanças que cada operador de redes de TV e banda larga enfrentará. "Cada operadora tem realidades específicas e, na América Latina, há características peculiares. Então, o importante é que haja muitas opções para que cada operador possa escolher seu caminho", disse German Iaryczower, SVP de vendas para América Latina e Caribe da Arris.

Alguns caminhos, contudo, parecem mais ou menos definidos, pelo menos na visão da Arris. O primeiro é que existe uma oportunidade crescente para os operadores no mercado de WiFi, sobretudo no gerenciamento das redes domésticas, mas também indo além, expandindo a cobertura de banda larga para fora das residências. Esse é um ponto de evolução que a maior parte das grandes operadoras já começou a seguir.

A conversão das redes para plataformas all IP também parece ser uma tendência inexorável, sobretudo com a evolução da oferta de conteúdos 4k e com a "OTTização das redes de TV paga ou seja, a oferta de pacotes, de canais lineares ou conteúdos sob demanda,  para qualquer plataforma. É um caminho de evolução, mas que ainda está distante da realidade de muitos países. Para redes construídas do zero, diz a Arris, já faz sentido pensar em redes GPON com vídeo sobre IP, mas nas redes de cabo tradicionais (HFC) o caminho de evolução é garantido dentro da lógica de redução dos damanhos dos nós da rede ate a instalação do acesso em fibra diretamente ao assinante no caso dos consumidores de maior demanda.

A estimativa da Arris é que até 2020 a velocidade mais altas ofertadas pelas redes de banda larga fixa sigam mais ou menos no ritmo atual, que tem obedecido rigorosamente à Lei de Nielsen, que prevê que a velocidade cresce 50% a cada ano. Enre 2019 e 2020, contudo, uma mudança importante deve acontecer: as velocidades de upstream se igualam às velocidades de download, em torno de 2 Gbps. A partir daí, a Arris acredita que deverá haver uma desaceleração no ritmo de crescimento das velocidades, chegando a 10 Gbps em 2022 e 1 Tbps em 2042. Se a lei de Nielsen continuar prevalecendo, esta velocidade seria atingida em 2031.

"Não é preciso apressar porque existe um caminho possível"para as necessidades que aparecerem. Com o DOCSIS Full Duplex, as operadoras de cabo conseguem as mesmas características das redes de fibra: acessos Gigabit com simetria entre upstream e downstream, ou seja, a mesma velocidade para download e para subir conteúdos, além de baixas latências.

O domínio das redes domésticas e o conceito de casas conectadas, aliado à velocidades Gigabit abre a oportunidade de uma nova gama de serviços, diz Iaryczower.

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