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Internacional
Conselho da Gameloft recomenda rejeitar proposta da Vivendi
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016 , 15h13

O conselho administrativo da Gameloft não viu com bons olhos a investida da Vivendi para aquisição total da desenvolvedora de games. Após análise com a autoridade reguladora do mercado francês (AMF, na sigla original) na última sexta, 26, a companhia emitiu comunicado dizendo que a oferta vai "contra os interesses da Gamelof, de seus acionistas, empregados e consumidores". Na prática, é uma recomendação que acionistas rejeitem a proposta hostil do grupo francês, atualmente maior acionista da Telecom Italia (e ex-controladora da GVT). A oferta foi realizada no dia 18 com o preço em torno de 358,9 milhões de euros pelos 70% do capital da produtora de jogos móveis – atualmente, ela conta com 30% de participação.

A Gameloft alega que a proposta não traz sinergias, não refletem o valor da empresa e prejudica a independência criativa e de gerência. A companhia destaca que o grupo francês vendeu sua própria divisão de jogos, a Activision  Blizzard, e que, atualmente, "nenhum ramo de negócios da Vivendi apresenta uma sinergia atraente para a Gameloft", já que maioria do faturamento da empresa vem da divisão de entretenimento em TV (Canal+) e gravadora (Universal Music). Destaca ainda ter recursos suficientes para o desenvolvimento de um plano coorporativo de olho no mercado de games móveis e, "em particular, o crescimento do mercado de propaganda programática neste segmento".

Além disso, critica o episódio do aumento da participação da Vivendi em setembro, alegando que a empresa "iludiu acionistas minoritários a vender suas ações". Na época, a produtora reafirmou a intenção de permanecer independente. O conselho administrativo da empresa deverá voltar a se reunir para "uma recomendação mais substancial e detalhada dos termos da oferta pública", mas não afirmou quando seria esse novo encontro.

Vale lembrar que a Gameloft, que apresentará resultados financeiros em março, recentemente fechou estúdios de desenvolvimento como parte de um plano de otimização de custos visando economia de 35 milhões de euros. À época da oferta hostil, a Vivendi afirmou que a aquisição se encaixaria com a estratégia de desenvolver uma líder global em conteúdo e mídia.

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