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Ações da Oi caem após rebaixamento de nota; agência de risco não considerou mudança no modelo
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016 , 19h10

Na última sexta-feira, 26, a agência Fitch anunciou o rebaixamento das notas de crédito da Oi de BB para B na escala global, e de AA- para BBB-, na escala nacional, com previsão (rating watch) negativa. Antes, no dia 15, a Standard & Poor's também anunciou revisão da nota de crédito da empresa, que saiu de BB- para B+ em escala global, e de brA- para brBBB- no escopo nacional, com outlook (creditwatch) negativo. Com isso, as ações preferenciais e ordinárias da empresa caíram respectivamente 8,96% e 14,67% – esta última a de maior queda no pregão da BM&F Bovespa nesta segunda-feira, 29.

Na avaliação de um grande banco de investimento consultado por este noticiário, no entanto, as agências de crédito não consideram a possível revisão do modelo de concessões, que poderia mudar a atratividade da Oi especialmente para consolidações com outras empresas. "O âmbito regulatório está andando, e o que a gente está ouvindo da Anatel e do Ministério (das Comunicações) é que já estão com a minuta pronta para apresentar à presidência, e isso muda o setor como um todo", declara. "As agências não estão levando em consideração a regulação, com a migração (da concessão) para a licença, o tabuleiro fica aberto."

Caso a revisão dos modelos libere as teles de obrigações, haveria uma mudança no mercado que poderia resultar em maiores sinergias entre as teles combinadas. "Já quebra algumas amarras de concessão", especula a fonte. Segundo ela, a queda acentuada nos papéis nesta segunda-feira foi decorrente tanto da desistência do fundo russo LetterOne de um investimento na Oi após negativa da TIM em relação à fusão, na semana passada, quanto de um rumor amplificado nesta segunda no site da Bloomberg de que a Oi estaria contratando assessores para ajuda-la a reestruturar a dívida de R$ 60 bilhões. Outras fontes que acompanham o cenário da companhia acreditam que de fato uma renegociação dos papeis seria um caminho mais provável, mas seria mais simples se viesse acompanhada de alguma capitalização, o que teria mais chances de acontecer com a melhoria do ambiente regulatório para a empresa. Lembrando que a Oi custa, hoje, a sua dívida, já que seu valor de mercado medido pelos seus papeis em bolsa é o menor em todos os tempos, já indicando ficar abaixo de R$ 1 bilhão.

A justificativa da Fitch para a revisão foi a "falha da Oi em proceder com a fusão" com a TIM Participações. A agência também acredita ser "improvável" uma reviravolta de médio ou curto prazo no perfil de crédito da empresa brasileira baseada em sua própria operação sozinha. "Sem uma consolidação da indústria, o horizonte competitivo permanecerá difícil, limitando qualquer recuperação de participação de mercado para a Oi", avalia. O outlook negativo se deve à visão de que "a companhia provavelmente lidará problemas de liquidez sérios de 2017 em diante".

A agência afirma que, enquanto o balanço de caixa continuará suficiente para cobrir a maturidade da dívida em 2016, o acesso ao mercado de capitais para refinancia-la continuará restringido por conta do balancete precário e geração negativa de fluxo de caixa. E a nota da empresa poderá ser rebaixada ainda mais nos próximos três a seis meses caso haja novas falhas em assegurar fontes de refinanciamento viáveis. Procurada por este noticiário, a Oi preferiu não comentar.

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