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Estratégia
Ericsson anuncia reestruturação e considera venda de divisões de mídia e hardware de cloud
terça-feira, 28 de Março de 2017 , 17h26

A Ericsson apresentou nesta terça-feira, 28, seu plano de reestruturação para tentar resgatar a lucratividade com base na estratégia de negócios e eficiência interna para gerar maiores margens e resultado operacional. Para tanto, passará a ter foco em menos serviços, realocando recursos e investimentos para áreas-chaves como redes, serviços digitais (OSS/BSS e core de telecom) e Internet das Coisas (IoT). Pretende ainda "acelerar investimentos" tanto em pesquisa e desenvolvimento quanto capacidades de serviço, além de nomear um novo time executivo. Mas a empresa também pretende vender ativos, explorando "oportunidades estratégicas" para os setores de mídia e de hardware de infraestrutura de cloud.

A nova estrutura organizacional da empresa será simplificada, combinando produtos e serviços em soluções. A nova estrutura terá três áreas: redes, serviços digitais e serviços gerenciados, alem de duas unidades separadas para a divisão de mídia. A divisão geográfica também mudará: em vez das 10 regiões atuais, serão cinco "áreas de mercado" (América do Norte; Europa e América Latina; Oriente Médio e África; Nordeste asiático; e sudeste asiático, Oceania e Índia), todas representadas no time executivo.

Mudanças e ativos

As mudanças incluem aumentar investimentos na área de redes para continuar implantação de 4G e se estabelecer como líder em 5G; otimizar solução de rede fim a fim; reestabelecer lucro na área de serviços digitais com mais investimentos; mudar a estratégia IoT do modelo de integração de sistemas para plataformas e soluções; e dar maior ênfase na automação nos serviços gerenciado. Ao mesmo tempo, vai "racionalizar o portfólio legado" para aumentar a eficiência.

Porém, as áreas de mídia e cloud estão agora sendo consideradas para desinvestimentos. De acordo com a Ericsson, a primeira área será dividida em duas unidades: Broadcast & Media Services e Media Solutions, e a promessa é de continuar a desenvolver soluções. Mas a companhia fala em "oportunidades estratégicas". Vale lembrar que em 2013, a fornecedora sueca comprou a divisão Mediaroom, dedicada a plataforma de TV por assinatura, da Microsoft. No Brasil, a Telefônica/Vivo utiliza a solução da Ericsson para sua oferta de IPTV.

Também está sendo considerada para "oportunidades estratégicas" a área de hardware de infraestrutura de cloud. Isso porque a companhia tem focado mais em soluções virtualizadas para core de rede e software de gerenciamento e monetização (OSS/BSS).

A companhia afirma que a desvalorização de ativos deverá ocorrer ainda no primeiro trimestre, com um impacto esperado no lucro operacional de 3 a 4 bilhões de coroas suecas (entre US$ 339,9 milhões e US$ 453,2 milhões). Os custos de reestruturação deverão ficar entre 6 e 8 bilhões de coroas suecas (US$ 679,8 milhões e US$ 906,3 milhões), sendo pelo menos 2 bilhões de coroas suecas (US$ 226,6 milhões) somente nestes três primeiros meses do ano. De forma separada, a fornecedora espera provisionamentos de 7 a 9 bilhões de coroas suecas (US$ 793,1 milhões a US$ 1,019 bilhão) nesse período em decorrência de "recentes desenvolvimentos negativos relacionados a certos projetos de larga escala de cliente".

Novo time

O presidente e CEO continua a ser Börje Ekholm. Para a área da Europa e América Latina, o atual diretor da unidade de redes e produtos corporativos, Arun Bansal, passará a ser vice-presidente sênior. A divisão de redes ficará a cargo de Fredrik Jejdling, enquanto a de serviços gerenciados ficará com Peter Laurin. O atual diretor de estratégia e tecnologia Ulf Ewaldsson será vice-presidente sênior da área de serviços digitais.

Em comunicado, Ekholm afirmou que a empresa não tem entregado os retornos esperados, mas que a companhia ouviu os clientes e fez uma "análise profunda" do portfólio e do desempenho. O CEO diz que, com as mudanças previstas e considerando condições de mercado estáveis, enxerga melhorias "já em 2018", ao menos dobrando a margem operacional de 2016, excluindo os gastos de reestruturação, e entregando retorno do capital empregado para gerar valor para acionistas.

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