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Liberação das faixas de 3,5 GHz para 5G e 5,9 GHz, para veículos conectados, afetará setor de satélites
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018 , 21h58

Durante o Mobile World Congress, realizado esta semana em Barcelona, a faixa de 3,5 GHz foi apontada por todos os fornecedores e operadores que já testam as soluções de 5GNR como a primeira candidata a receber a nova tecnologia. No Brasil, o uso do LTE na faixa pode interferir nos serviços de TVRO (recepção de satélite em banda C), realizados na faixa de 3,6GHz. Apesar de não ser a mesma frequência, os equipamentos utilizados para a recepção de banda C no país não dispõem de filtro e por isso ficam mais suscetíveis a interferências. Para que a faixa de 3,5 GHz seja utilizada sem problemas, será preciso estimular os usuários de parabólicas de banda C a instalarem filtros nos LNBs, e como esse serviço de recepção de banda C não é um serviço oficialmente reconhecido (não existe regulamentação específica ou outorga), então não há clareza pela responsabilidade de limpeza da faixa. E estima-se em mais de 15 milhões de parabólicas residenciais de recepção de banda C.

Outra faixa que ainda precisará de uma atenção especial da Anatel é a de 5,9 GHz. Trata-se da faixa que será utilizada na comunicação entre veículos, para carros autônomos, nas redes C-V2X (Cellular Vehicle-to-Everything), que parecem ter se estabelecido como padrão nessas aplicações. Este tipo de comunicação é feita entre veículos, entre veículos e a estrada, entre a sinalização de trânsito e os veículos etc. Para a indústria automobilística, essa faixa precisa ser tratada como não-licenciada (sem a necessidade de outorga) mas ao mesmo tempo protegida para não ser ocupada por outras aplicações. Trata-se de um modelo ainda não existente no Brasil. Também aqui, há alguma sobreposição com o uplink da banda C dos serviços de satélite, que ocupam uma parte da faixa.

 

COMENTÁRIOS

1 Comentário

  1. Geraldo Marques disse:

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