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MWC 2018 - Estratégia
Ericsson vê chegada gradual de aplicações de 5G e pede liberação da faixa de 3,5 GHz
quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2018 , 21h39

Para a Ericsson, a introdução do 5G seguirá um roteiro mais ou menos comum em todos os mercados: primeiro, haverá uma melhoria do mercado de banda larga móvel, com a sobreposição do 5GNR (5G New Radio, que é o padrão de rádio para 5G, assim como o LTE é para o 4G) à rede existente, melhorando a performance nas áreas mais densas e já saturadas. Este primeiro movimento acontecerá provavelmente na faixa de 3,5GHz e reutilização de rede e frequências. Este primeiro movimento é o que será visto em 2019 nos mercados maduros e possivelmente em 2021 nos mercados em desenvolvimento. O segundo movimento de introdução da tecnologia 5G será para a banda larga fixa com a rede móvel. Só então é que serão introduzidas soluções de "massive IoT" e por fim as aplicações de "critical IoT", estas duas já dependentes de um forte uso dos recursos de slicing (fatiamento) da rede 5G, permitindo diferentes níveis de controle e qualidade de serviço.

Durante o Mobile World Congress 2018, realizado esta semana em Barcelona, o presidente da Ericsson no Brasil, Eduardo Ricotta, afirmou que "já é hora de planejar e liberar o espectro de 3,5GHz no Brasil". Ele não emite opinião sobre um possível leilão da faixa de 700 MHz remanescente, que poderia drenar recursos de investimentos em rede, e diz que esse é um assunto das operadoras. Mas chama a atenção para os erros cometidos na época do leilão da faixa de 3G, quando valores estratosféricos foram cobrados das operadoras na Europa, atrasando por anos a virada tecnológica para a terceira geração.

Ricotta disse ainda que existe uma preocupação grande sobre a adequação da regulamentação de Internet atual, especialmente no Brasil, quando o serviço de 5G estiver plenamente implementado, pois existem várias camadas de controle e diferenciação de tráfego possíveis e que deverão ser exploradas pelas operadoras para que o investimento em 5G faça sentido e que podem estar em conflito com o princípio da neutralidade de rede. A questão foi colocada também pelo presidente mundial da Ericsson, Börje Ekholm, durante o Mobile World Congress.

A Ericsson está preparada para a migração do 5G, diz Ricotta, inclusive nos equipamentos produzidos na fábrica no Brasil, que demandarão apenas atualizações de software assim que o 5G for padronizado por completo.

Ele comemora o ano de 2017 para a operação brasileira, que se destacou positivamente nos resultados globais, mesmo com as turbulências na política e na economia.

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