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Estratégia
Globo cria unidade voltada para desenvolvimento de plataforma OTT
sexta-feira, 27 de outubro de 2017 , 13h57

O grupo Globo anunciou ontem, em comunicado interno, uma nova unidade dedicada ao desenvolvimento de um futuro produto OTT que vai agregar os conteúdos on-demand da TV Globo e da Globosat, além de conteúdos novos e de terceiros que ainda estão em processo de licenciamento e desenvolvimento. Segundo apurou este noticiário, será uma espécie de Globo Play "turbinado". O executivo escolhido para liderar o projeto é João Mesquita, até aqui CEO dos Canais Telecine (uma joint venture entre a Globosat e estúdios de Hollywood). Ele se reportará a Jorge Nóbrega, VP executivo do grupo; Alberto Pecegueiro, diretor geral da Globosat; e Carlos Henrique Schroeder, diretor geral da TV Globo. Segundo o comunicado interno de Roberto Irineu Marinho, presidente do grupo Globo, o período de estruturação da nova divisão será de três meses. Este noticiário apurou que a expectativa de lançamento do produto é para o segundo semestre de 2018. A estratégia de uma unidade horizontal, envolvendo diferentes áreas do grupo Globo, tenta replicar o modelo adotado na área de esportes e  jornalismo.

A ideia vai além de um simples serviço por assinatura OTT, em que os conteúdos sejam livremente consumidos dentro da biblioteca previamente ofertada, como o Netflix. Haverá, dentro da plataforma, a possibilidade de vários modelos, desde conteúdos gratuitos como os da TV aberta ao vivo, até a assinatura para catch-up de conteúdos de acervo (como já existe no modelo do Globo Play), mas também com a possibilidade de bundles de conteúdos adicionais, como o Premiére (futebol) e Combate (lutas), assim como filmes e séries de terceiros, incluindo bibliotecas de conteúdos estrangeiros. Conteúdos originais também estão no roadmap.

Outra aposta desta futura plataforma OTT do grupo Globo é em conteúdos com apelo para as classes de menor poder aquisitivo. A experiência do Viva na TV paga e o processo de adaptação dos canais pagos para a classe C, com mais conteúdos dublados e programas de maior apelo popular, é um exemplo que está sendo seguido e é considerado um diferencial em relação a grandes plataformas OTT, como o Netflix e Amazon, que têm conteúdos mais sofisticados. A aposta da Globo é que existe uma grande massa de novos consumidores que, com a banda larga (fixa e móvel) tendem a pular os modelos tradicionais de TV paga por uma questão de custo, mas que vão buscar conteúdos além daqueles disponíveis na TV aberta.

COMENTÁRIOS

6 Comentários

  1. Matheus Dilon disse:

    A TV por Assinatura que fique de olho! Desde os primórdios se relutaram a lugar contra o monopólio que os sustentou, agora vão ser deixados na mão e salve-se quem puder!

  2. alberto disse:

    A virada digital na tv aberta deixa espaço para mais conteúdo, permite num canal VHF ou UHF multiprogramação, não esta sendo utilizado por questões regulatórias porem tem total aderência aos seus comentários no ultimo paragrafo da matéria. OTT parte via internet para quem tem conexão robusta, parte em ISDB T com autenticação por banda larga 3g de celular…veremos.

  3. Renato disse:

    Espero que não dê certo, quero que globo de lasque.
    Quem vai querer ver novela na internet???? as séries brasileiras são iguais as novelas e os filmes uma merda – prefiro ver filmes argentinos ou chilenos.
    O cinema brasileiro se resume a violência, sexo, palavrões e comédias – é disso que o povo daqui gosta – por ano 1 filme faz algo com conteúdo interessante, o resto é sempre o mesmo.

  4. Richard disse:

    Na realidade eu não vejo como concorrência, mas sim duas frentes:

    1- a pessoa que não quer assinar uma operadora, mas sim apenas o que lhe convém
    2- as operadoras continuarão mantendo as opções de OTT nos seus planos

  5. Paulo Ferreira disse:

    Parece-me realmente uma oportunidade de termos uma plataforma dedicada ao que nos interessa e não estarmos presos ao que outras plataformas nos obrigam a ver.
    Esperar para ver melhor o que nos oferecem.

  6. Vilson Vieira Junior disse:

    Nem mesmo a internet será capaz de ficar livre dos tentáculos da Globo? O monopólio/concentração vertical existente na TV aberta e paga se reproduzirá também no VOD? O OTT da Globo se fechará ao conteúdo independente assim como faz há décadas na TV aberta e como já acontece no Globo Play?

    São algumas das muitas questões a serem discutidas e tratadas numa futura regulação do VOD no Brasil. A hegemonia da Globo na TV aberta e paga na produção de conteúdo e na audiência não pode se repetir na plataforma WEB. Torna-se urgente ampliar o debate e acelerar a formulação de um ambiente normativo para conferir ao serviço de comunicação audiovisual sob demanda uma feição mais democrática, plural e diversa do que tem a televisão linear tradicional.

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