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Projeto para substituir antena mostra complexidade do switch-off em São Paulo
segunda-feira, 27 de agosto de 2018 , 16h18

O desligamento do sinal de TV analógico em algumas capitais não foi um processo simples, ainda mais em uma cidade do tamanho de São Paulo. Um projeto em Sumaré, área central da capital paulista, chama atenção pela complexidade e por ser considerado pelas responsáveis RFS e Entidade Administradora da Digitalização de Canais TV e RTV (EAD) como o maior repacking do País. Foram remanejados quatro radiodifusores transmitindo canais de TV de alta potência (15 mil watts cada) para permitir a liberação da faixa de 700 MHz para as operadoras na região metropolitana do município, enquanto mantinham a integridade da transmissão dos canais de televisão.

Segundo a RFS e a EAD, a torre Sumaré cobre uma região de grande circulação de pessoas e que traz dificuldade logística para armazenagem e manuseio de materiais pesados. Isso demandou alinhamento com autoridades locais e equipes de implantação, além do apoio de operadoras de telefonia e energia para lidar com a infraestrutura de cabos no caminho.

O método para manter o sinal de TV foi implantar um sistema temporário com antena reserva usada pelos radiodifusores até que uma nova fosse instalada. Um combinador de canais foi utilizado na sala técnica para garantir a flexibilidade para a etapa de transição, concluída em maio, um mês antes do previsto.

Atualmente, o projeto está em sua fase mais complexa, com a desinstalação da infraestrutura antiga, o que inclui uma antena de 14 toneladas e 30 metros de altura instalada no topo de uma torre de 150 metros. Foi necessário construir uma estrutura de apoio ao redor da torre, além de cálculo estrutural para garantir que não fosse danificada e suportasse a operação. Entre funcionários diretos e contratados, mais de 50 pessoas da RFS, além da equipe de engenharia da EAD, atuaram no projeto.

O prazo original era de 12 a 13 meses, mas o projeto foi consolidado em oito meses. Além da fabricação, a RFS realizou a gestão do processo de logística nacional e internacional, cálculo estrutural da torre, desinstalação dos sistemas legados, instalação, remanejamento e testes de novos sistema. Além disso, ficou responsável pela gestão ambiental, o que inclui o descarte correto do que é retirado do local.

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