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Base da Comcast volta a crescer
quarta-feira, 27 de abril de 2016 , 16h14

A base de assinantes da Comcast, maior operadora de TV paga dos EUA, voltou a crescer, e com ela, o lucro da companhia, que também é dona da NBC/Universal.

As receitas consolidadas cresceram 5,3% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período no ano passado, chegando a US$ 18,8 bilhões. O lucro operacional cresceu 5,1%. Somente na operação de cabo, a receita cresceu 6,7%. Houve um ganho líquido de 53 mil assinantes de vídeo, melhor resultado em nove anos. A operadora ganhou ainda 438 mil assinantes de banda larga, melhor resultado em quatro anos.

Os números da NBC/Universal também cresceram no período. A receita cresceu 3,9%, puxada em grande parte pela receita dos parques temáticos: 57,5% de crescimento (graças à incorporação do Universal Studios do Japão).

O Capex da empresa cresceu 9,2% no trimestre, chegando a US$ 1,9 bilhão. O Capex da operação de cabo, isoladamente, cresceu 9%, chegando a US$ 1,6 bilhão, resultado, segundo a empresa, do forte investimento em aumento de capacidade e extensão das redes, além dos invetsimentos no set-top box e wireless gateways, para a implantação da plataforma X1. hoje, 35% da base da Comcast já adota a plataforma. O Capex da operação de cabo representou 12,9% das receitas, contra 12,6% no primeiro trimestre de 2015. O Capex da NBC/Universal cresceu 10% no trimestre, chegando a US$ 295 milhões, puxados principalmente pelo investimento nos parques temáticos.

As receitas da divisão de cabo atingiram US$ 12,2 bilhões no trimestre, puxadas pelos acessos de banda larga, vídeo e serviços corporativos. A receita de banda larga cresceu 7,6%, tanto pelo aumento no número de assinantes quanto pelo upgrade de pacotes e reajuste de preços.

As receitas de vídeo (TV por assinatura) cresceram 3,9%, sobretudo pelo reajuste dos preços e em alguma medida pela adoção de novos serviços. A receita publicitária cresceu 12,1%, em boa parte pela propaganda política.

A empresa ganhou 269 mil unidades de receita no trimestre (assinaturas de diferentes produtos, mesmo que pelo mesmo assinante), alcançando 28 milhões. O crescimento reflete o aumento no número de usuários que assinam dois ou três produtos. No final do trimestre, 70% da base de assinantes tinha dois ou três produtos (como TV e banda larga, por exemplo), contra 69% um ano antes.

O fluxo de caixa operacional para o negócio de cabo aumentou 5% no trimestre, totalizando US$ 4,9 bilhões. O crescimento reflete o aumento das receitas, mas perdeu fôlego pelo aumento de 7,8% nas despesas operacionais. Estas se deveram principalmente aos custos de programação, tanto pelas renovações de contrato quanto pelo aumento no custo dos direitos esportivos.

Os investimentos em tecnologia levaram a um aumento de 6,3% nos custos de produto e suporte, enquanto o custo dos serviços ao consumidor cresceram 8%. Os custos de publicidade e promoção subiram 6,1%.

Conteúdo

A receita dos canais por assinatura da NBC/Universal também cresceu: 4% no período, totalizando US$ 2,5 bilhões, tanto pelo licenciamento quanto pela publicidade. As renovações de contrato garantiram aumento de 5,9% nas receitas de distribuição, apesar da queda no número total de assinantes. A receita de publicidade ficou estável. Já as receitas de TV aberta caíram 7,3% no período.

A receita dos estúdios (produção de filmes) também teve redução, de 4,3%. A receita com exibição em salas de cinema caiu 36,4% no período, em comparação com 2015, especialmente por conta do grande sucesso de "50 Tons de Cinza" no ano passado. O business de home vídeo também caiu, 24,4%, segundo a empresa também por conta dos grandes sucesso de 2015, incluindo "Lucy". Já a receita com licenciamento para outras janelas cresceu 21,2%, graças às vendas para a TV paga.

O relatório completo pode ser visto aqui.

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