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Fornecedores pedem pressa na licitação de 3G
terça-feira, 27 de março de 2007 , 20h11 | POR LETÍCIA CORDEIRO

Fabricantes de equipamentos e handsets que, até o ano passado discutiam se era ou não o momento para que o Brasil licitasse as freqüências de 3G, agora fazem coro ao pedir pressa à Anatel para definição da licitação, como forma mais econômica e eficiente de se universalizar a banda larga, já que grande parte das infra-estruturas de 2G implantadas no País poderá ser aproveitada.
?A licitação ainda está em fase de estudos, mas com isso já levaram a paciência da indústria ao limite máximo?, protesta o vice-presidente da Ericsson no Brasil, Carlos Duprat. ?Temos uma produção local forte, pronta para fazer a virada tecnológica e fornecer equipamentos de 3G, mas se esse maldito leilão demorar muito (e digo maldito apenas porque está demorando), vamos acabar tendo de importar esses equipamentos?, alerta ele, indicando o risco de a produção ser transferida para outra unidade da Ericsson fora do Brasil. "Tivemos um primeiro trimestre muito ruim e a nossa luz no fim do túnel é um leilão de 3G ainda nesse semestre?.
O chairman do UMTS Forum para América Latina, Mário Baumgarten, reforçou a posição de Duprat ao afirmar que o Brasil está perdendo espaço na cadeia produtiva. ?Sem a 3G, o Brasil corre o risco de perder mais de US$ 2,6 bilhões em exportações de terminais, já que os terminais aqui são de 2G e o mundo já migrou para a 3G?, afirma Baumgarten. ?Hoje o Brasil tem 101 milhões de usuários móveis e qualquer um que olhe a curva de crescimento da base vê que a 2G se esgotou. Agora é apenas um crescimento vegetativo e é difícil achar algum argumento racional para a não implantação da 3G?, completa.
Segundo Baumgarten, a estimativa da consultoria Arthur Delittle é de que existam em 2009 um total de 565,2 milhões de terminais 3G (WCDMA), 165,17 milhões aparelhos o EV-DO e 32,83 milhões de terminais compatíveis com WiMAX móvel.
O presidente da Qualcomm, Marco Aurélio Rodrigues, também defende a 3G como melhor caminho para universalização da banda larga. ?Já passamos muito do tempo de discutir, a implantação da 3G tem de ser já. Se não dá para antecipar (a licitação) tem de começar?.
Os executivos falaram no evento 1º Wireless Mundi, que aconteceu nesta terça, 27, em São Paulo.

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