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SES reduz receitas e lucro operacional em 2018 após queda em negócios de vídeo
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019 , 13h33

A operadora de satélites SES apresentou seus resultados operacionais do quarto trimestre e do consolidado de 2018 nesta quarta-feira, 27. Os números revelaram um contraste entre as divisões de rede (que cresceu 7,7%) e a principal área da empresa, a de vídeo (que caiu 5,5%). Dessa forma, as receitas recuaram 1,2% no ano passado, para 2,010 bilhões de euros. Já o lucro operacional diminuiu 36%, para 391,1 milhões de euros. No quarto trimestre, por sua vez, as receitas do grupo aumentaram 6,5%, para 540,9 milhões de euros. Neste mesmo intervalo, o resultado operacional foi revertido de lucro para prejuízo de 13,2 milhões de euros (queda de 91,8% em um ano).

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de 1,255 bilhão de euros no acumulado do ano (menos 5,2%), com a margem Ebitda em 12 meses caindo de 65,1% para 62,5%, e de 327,8 milhões de euros no quarto trimestre. Também houve queda no lucro atribuído aos controladores da empresa – que finalizou 2018 em 292,4 milhões de euros, ou montante 50,9% menor que o de um ano antes. O investimento no ano somou 321 milhões de euros.

O destaque positivo do balanço foi o resultado da divisão de redes da SES, que somou 695,7 milhões de euros em receitas, em alta anual de 7,7%. Segundo o presidente e CEO da empresa, Steve Collar, 2018 foi "o ano mais forte até o momento em termos de novos negócios assinados" na área, que agora representa 35% da receita total (ante 32% em 2017). O executivo destacou o crescimento de negócios de dados fixos com a Claro na região amazônica, o segmento de cruzeiros e o aeronáutico (fortalecido pela entrada em serviço do SES-15).

Também foi citada a relevante demanda governamental por redes, que garantiu 275,4 milhões de euros em receitas ao longo do ano (melhoria de 12%). "Nossos negócios com o governo dos EUA cresceram substancialmente com a forte adoção da O3b. [Também] expandimos nosso relacionamento com as Nações Unidas e com a Agência Espacial Europeia, bem como desenvolvemos importantes projetos de infraestrutura, como a nossa cooperação com o governo do Burkina Faso", pontuou Collar.

"Em 2018 também houve um progresso significativo com nossa iniciativa de banda C nos EUA, com nossa proposta baseada no mercado está bem posicionada para facilitar uma posição de liderança para os EUA em 5G", adicionou o CEO.

TV em baixa

Já a área de vídeo – responsável por dois terços da receita total da empresa – seguiu na direção contrária: no ano, o faturamento da divisão caiu 5,5%, para 1,306 bilhão de euros. Ainda assim, Collar pontua que o principal negócio da empresa "obteve vitórias importantes apesar das condições desafiadoras do mercado". Entre elas, a renovação de contratos com Viacom, M7, QVC e Channel 4 na Europa e Comcast na América do Norte, a assinatura de acordos para expansão de serviços DTH com operadoras do Caribe e Sérvia e contratos de serviços de vídeo com Discovery e AFP.

Tais negócios não impediram que a SES adotasse uma perspectiva "mais prudente" para o negócio de vídeo: a empresa trabalha com possibilidade de novas retrações em 2019 e 2020. A revisão dos números afetou as previsões para o resultado total da empresa: neste ano, a operadora projeta receitas entre 1,975 bilhão e 2,040 bilhões de euros, com Ebitda entre 1,220 bilhão e 1,265 bilhão de euros, em números bastante próximos aos resultados de 2018. Para 2020, a perspectiva é de faturamento entre 2,060 bilhões e 2,160 bilhões de euros acompanhado de Ebitda de 1,260 bilhão até 1,340 bilhão de euros. Pelo lado positivo, a SES projeta que a divisão de redes possa alcançar faturamento de até 900 milhões de euros no fim do ano que vem.

Entre os satélites que serão lançados pela SES nos próximos meses, todos miram o mercado de redes, sejam fixas, móveis ou para governos. Ainda no primeiro trimestre está previsto o lançamento dos quatro últimos artefatos da família O3b (do 17 ao 20). Depois disso, mais lançamentos estão previstos apenas para a primeira metade de 2021 e envolvem o SES-17 e os satélites 1 a 7 da geração O3b mPower. Dessa forma, a companhia deve investir 450 milhões de euros em 2019, diminuir para 390 milhões de euros em 2020 e atingir 1,2 bilhão de euros em in 2021, retornando para 450 milhões de euros em 2022 e 2023.

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