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Competição
AT&T quer aumentar poder de fogo em PMEs
sexta-feira, 26 de julho de 2002 , 14h59 | POR LUIZ MOURA

O aumento do penetração junto às pequenas e médias empresas (PMEs) é um dos principais objetivos da AT&T Latin America. Esta é a finalidade das licenças recém-obtidas da Anatel para telefonia fixa (STFC) local e das licenças solicitadas esta semana para a prestação de longa distância nacional e internacional. A operadora aguarda a publicação no Diário Oficial da União das autorizações de STFC já liberadas para as áreas de numeração correspondentes à Grande São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. Além disso, espera da Anatel autorizações de longa distância nacional e internacional a partir da área III do PGO (Estado de São Paulo), além das cidades onde já recebeu autorização local fora desta região.
Com a licença para a área III, a AT&T terá direito a um código de seleção de prestadora, que lhe permitirá competir com as carriers e teles locais na oferta de serviços de longa distância (se fizer acordos de interconexão) a todos os usuários dos mercados em que estiver.
Por outro lado, a empresa precisará oferecer serviços locais no Estado de São Paulo, comprometendo-se a cobrir a capital e todas as cidades com mais de 500 mil habitantes em até 48 meses. Assim, fora a região da Grande São Paulo e Campinas, a AT&T terá de oferecer STFC local também para São José dos Campos, Sorocaba e Ribeirão Preto.
Como explica o vice-presidente de marketing da empresa, Guillermo Rivaben, com a ampliação da abrangência geográfica e de serviços, a empresa pretende ampliar sua carteira entre as PMEs. O cliente residencial também tem lugar na estratégia da operadora, porém secundário. ?Seremos obrigados a atender qualque tipo de cliente, mas não seremos pró-ativos para os assinantes residenciais. O que poderemos fazer é oferecer, por exemplo, planos especiais de longa distância para clientes de bancos que nos contratarem?, diz ele.
Sem ainda ter definido o plano de investimentos, a empresa, nesta nova fase, terá de instalar novas centrais de comutação, modificar toda sua estrutura de cobrança e investir mais em CRM. ?Vamos fortalecer nossa rede com mais pontos de presença para interconexão em áreas remotas e manter parcerias com outras operadoras. Não precisaremos adquirir outras redes?, afirma Rivaben.

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