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Estratégia
BrOi poderia ir à África na distribuição de conteúdo, diz Falco
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 , 10h48 | POR FERNANDO PAIVA

A eventual fusão entre Oi e Brasil Telecom (BrT) ainda não saiu do papel, mas já se fala no potencial de crescimento internacional da futura companhia. Depois de alguns rumores sobre o tema em grandes jornais, o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, confirmou a possibilidade de uma expansão internacional acontecer: ?Se tivermos uma grande telco nacional, vamos querer expandir fortemente as interações com países de língua portuguesa?. E acrescentou: ?Há 300 milhões de pessoas que falam a língua portuguesa no mundo. Isso é um mercado para produtores e distribuidores de conteúdo. Nós somos distribuidores de conteúdo. Para nós faz todo sentido trabalhar com acesso e distribuição em vários países?. No momento, contudo, não há nenhum plano concreto de operação internacional por parte da Oi. Ao que tudo indica, isso dependeria mesmo da fusão com a BrT.
As afirmações de Falco foram feitas durante a assinatura de um convênio com a Soico, emissora de TV moçambicana, nesta terça-feira, 26, no Rio de Janeiro. A Oi vai levar para escolas de Moçambique um projeto educacional que já faz sucesso no Brasil, o ?Tonomundo?, com apoio do ?Oi Futuro?, braço cultural da operadora. ?Esse convênio é o início de uma extensa relação da Oi com Moçambique?, disse o executivo.

Fusão

Falco evitou dar detalhes sobre o processo de compra da BrT. Disse que se trata de um assunto privado dos sócios das duas companhias. Mas comentou: ?Parece que de um lado as coisas estão mais prontas e, de outro, estão se aprontando?. O executivo acredita que em poucas semanas a Anatel deve pôr em consulta pública a proposta de alteração da regulamentação que permitiria a fusão. Essa consulta pública deve durar pelo menos 30 dias, como de praxe, e depois seguir para o Ministério das Comunicações antes de ser encaminhada ao presidente da República, que assinaria um decreto presidencial.

Vinculando as coisas

?Na estrutura do nosso contrato de concessão, duas coisas podem ser mudadas: o PGMU (Plano Geral de Metas de Universalização) e o PGO (Plano Geral de Outorgas). O PGMU já mudou uma vez e está mudando pela segunda vez agora. O PGO ainda não mudou. Dez anos após a privatização, parece que está na hora?, avalia Falco.
As teles sabem que o governo quer mudar o PGMU para permitir a troca dos postos de serviço de telecomunicações (PSTs) pela obrigação de backhaul banda larga em todas as cidades. Não existe, formalmente, nenhuma vinculação entre essa proposta e a mudança do PGO.
Mas a Oi já sinalizou ao governo, em documento encaminhado ao Minicom em janeiro, que vê as duas mudanças de regras como coisas relacionadas, em que tanto a operadora quanto o governo ganhariam. A declaração de Falco vai, mais uma vez, nessa direção.

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