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Parcerias
France Telecom não planeja investir em operação no País
terça-feira, 25 de março de 2008 , 21h21 | POR IVONE SANTANA, DE BOSTON

A France Telecom não planeja voltar a investir diretamente numa operadora no Brasil. ?Nós temos um propósito na América do Sul. Não temos mais mercado doméstico nesta região. Talvez um dia, mas não creio que seja logo?, disse para este noticiário a CEO da Orange Business Services, Barbara Dalibard. A empresa está trabalhando para construir uma operação e transformá-la em receita. Os números atuais não foram revelados. Ela conta que desenvolve companhias nos Estados Unidos, transformando-as em novos operadores. Esta será a próxima etapa a ser explorada no Brasil.
A estratégia do grupo é atuar por meio de parcerias. No Brasil tem alianças com Cisco, Alcatel-Lucent, Avaya e Nortel. ?A Cisco é muito forte na América do Norte?, diz Barbara. ?Mas não é a única. Se o cliente quer outra infra-estrutura, nós atendemos.?
Mesmo sendo uma forte provedora de serviços de telefonia fixa, móvel e banda larga, em outros países, a Orange não planeja entrar nesses segmentos no Brasil. Dividiu o mundo em duas partes: uma baseada na Europa e a outra em mercados emergentes. A partir daí, identifica as oportunidades em cada país para decidir os investimentos. E o Brasil é considerado uma boa opção, mas para o segmento corporativo.
Aqui, o principal produto é a rede IP, com oferta de voz em IP VPN. A estratégia é usar os parceiros fornecedores e operadores para compor sua oferta de serviços, principalmente em network service, explica o diretor de vendas da Orange Business Services para o Brasil, Carlos Mônaco. A empresa compra a última milha da operadora local para conectar o cliente ao seu escritório. É um acesso local, com link dedicado. ?Repasso o SLA (garantia de nível de serviço) para nosso cliente, inclusive fim a fim. O backbone é todo nosso.?

Compartilhamento de rede

No momento, o foco está apenas em grandes companhias da América do Sul e Brasil. O usuário final é o funcionário dessas empresas. ?Queremos saber como a empresa sul-americana quer se desenvolver na América do Sul e como as outras (de outras regiões) querem se desenvolver na América do Sul, e como nós podemos fazer um elo entre tudo isso?, explica a CEO. Ela descarta também o investimento em infra-estrutura no Brasil, no caso de haver a separação da rede física existente da parte de serviços. Sua prioridade é expandir a base de clientes e adicionar-lhes valor.
Naturalmente o mercado corporativo já é suficiente. O gerente de marketing da Orange no Brasil, Renato Leite, disse que as empresas brasileiras que se tornaram multinacionais crescem muito. Ou foram sozinhas para o mercado externo ou fazem aquisições lá fora, tornando-se um público-alvo ideal.

Herança da Equant

Todo o atual negócio da Orange Business Services está apoiado no legado que reuniu várias empresas. Deutsche Telekom, France Telecom e Sprint fizeram uma joint venture em 1996, criando a GlobalOne. Esta se fundiu com a Equant, em 2001, tornando-se 100% France Telecom. Em 2006 a marca Equant desapareceu, dando lugar à Orange.

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