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Usuários verão o valor de conexões com qualidade garantida, diz diretor da GSMA sobre neutralidade em 5G
sábado, 24 de novembro de 2018 , 01h27

Um dos temas mais debatidos durante o Global MBB Forum, evento de tecnologia de banda larga móvel realizado nesta semana pela Huawei, em Londres, foi o potencial do uso de alguns atributos da rede 5G para novos serviços. O slicing, que fundamentalmente é a possibilidade de se segmentar a rede de forma a assegurar parâmetros de qualidade e performance individualizados de conexão, surgiu, como tem acontecido em quase todos os fóruns de tecnologia similares, como uma das principais inovações esperadas pelo 5G, sobretudo por permitir às operadoras uma mudança drástica nos modelos de negócio existentes. Perguntado por este noticiário de que maneira o slicing era importante para os novos serviços de 5G e como este conceito conversaria com os princípios, debates e regulações específicas de neutralidade de rede, já implantadas em alguns países na forma de dispositivos inclusive legais (como é o caso do Brasil), Henry Justin Calvert, head de redes futuras da GSMA, foi cuidadoso, mas sem deixar de transparecer uma crítica velada à neutralidade. Ele lembrou que hoje a Internet é oferecida na base do melhor esforço (best effort), e que isso assegura um determinado nível de qualidade, mas acredita que quando as pessoas passarem a experimentar outros parâmetros de qualidade, mesmo que isso implique custos e modelos de negócio diferentes (e não necessariamente alinhados com o que aceita como '"rede neutra" será natural uma mudança de mentalidade. "Quando as empresas passarem a assegurar qualidade, haverá uma discussão sobre as vantagens que isso traz para o ecossistema como um todo". Durante o encontro de CTOs de várias operadoras realizado pela Huawei no MBB Forum, uma analogia utilizada foi justamente o da classe executiva de uma aeronave, em que algumas pessoas poderão sim optar por contratar serviços diferenciados. O exemplo é, tradicionalmente, criticado pelos movimentos que militam em questões de direitos dos usuários de Internet justamente por criar um movimento de desigualdade econômica, em que haveria usuários de internet de segunda classe .

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