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Arris vê WiFi como oportunidade e base legada como desafio na América Latina
sexta-feira, 24 de agosto de 2018 , 18h30

Os operadores de cabo estão diante de vários desafios simultâneos: precisam ampliar a capacidade das redes para atender à crescente demanda por banda larga, precisam integrar suas plataformas a serviços móveis; enfrentam a concorrência de serviços OTT e precisam se adaptar à demanda dos usuários que querem cada vez mais conteúdos não-lineares em qualquer dispositivo; precisam melhorar a experiência dos clientes no acesso residencial, com melhores soluções de WiFi; precisam aprender a trabalhar com analytics e dados para desenvolver novos produtos; a pirataria é cada vez mais desafiadora… Tudo isso ficou, mais uma vez, evidente durante o Executive Leadership Forum, evento realizado pela Arris em Miami para alguns de seus principais clientes na América Latina. Mas diante de tudo isso, como pode um operador com as restrições orçamentárias típicas da região se planejar? Qual deveria ser e qual tem sido a prioridade das empresas? Marcos Takanohashi, SVP de vendas da Arris para a América Latina não arrisca dizer o que as operadoras deveriam fazer, mas diz que hoje o foco da maior parte das operadoras está mesmo na melhoria da qualidade da banda larga e no aprimoramento do serviço de distribuição por WiFi residencial. "É o que a gente houve deles como ponto número um de preocupação". Essa foi uma das razões para a Arris, que já é o maior fornecedor mundial de gateways de banda larga para as operadoras, ter anunciado recentemente a sua linha de equipamentos WiFi gerenciados já dentro do padrão EasyMesh, que tem sido fomentado por vários fabricantes para otimizar as redes WiFi domésticas. Ele explica que nos EUA a Arris deve entrar nesse segmento de redes domésticas inclusive por meio do varejo, onde cable-modems e gateways da empresa já estão presentes, mas no Brasil o mais provável é que apenas parceiros e operadoras é que façam esse trabalho, já que a marca não é conhecida como fabricante de equipamentos de prateleira. "Além disso, não é apenas fazer uma boa rede WiFi na casa do assinante que é importante, mas agregar a capacidade de controle e gerenciamento na operadora, para novos serviços", diz Takanohashi.

Se de um lado o WiFi residencial parece ser uma Ainda assim, diz ele, é nítida uma preocupação também com o desenvolvimento do produto de vídeo para enfrentar a concorrência de serviços OTT. "É surpreendente que com todas as dificuldades haja casos de inovação como o Flow, da Telecom na Argentina, que é quase um mini-XFinity, da Comcast". O Flow é a plataforma de conteúdos OTT e não lineares da Telecom, um projeto em que a Arris acabou atuando como integradora, agregando tecnologias de diferentes fornecedores. Perguntado sobre se esta é uma tendência de atuação da Arris, Takanohashi diz que sim. "Não necessariamente os operadores da região vão utilizar as nossas tecnologias, mas queremos estar junto em todos os projetos disruptivos", diz.

Legado como desafio

Um dos grandes desafios enxergados pela Arris para os operadores de cabo da América , explica Hugo Ramos, CTO da empresa para a região, é justamente a tecnologia legada. Em muitos casos ainda há países com redes de cabo analógica (o que ele acredita não ser mais o caso do Brasil), ou grandes bases de set-top boxes antigos, o que dificulta a implantação de novas interfaces de usuários e serviços não lineares. "Sempre existe uma solução, inclusive algumas que não exigem um grande investimento na troca dos equipamentos, como o ActiveVideo, mass o mais importante é que as operadoras tenham uma visão do que elas podem oferecer e onde elas podem chega", diz Ramos. Ele lembra que hoje as plataformas OTT que concorrem com as operadoras de TV paga inovam constantemente na forma de empacotar e oferecer os conteúdos. "As operadoras de cabo têm tudo para serem agregadoras destes novos provedores OTT", diz Hugo Ramos.

Mercado

Em relação aos resultados da Arris na região da América Latina, a discrepância de desempenho de cada país fez com que 2016 e 2017 não tenham sido ruins, mas não houve crescimento. Mas 2018, segundo a Arris, mostra crescimento em banda larga e vídeo.

Isso tudo, segundo a empresa, sem aproveitar a onda dos pequenos provedores de acesso no Brasil, pois a linha de equipamentos da empresa não briga em preço e qualidade com o que em geral é oferecido por este mercado. Mas a Arris tem como uma aposta importante a complementação de portfólio com a compra da Ruckus, que abre espaço no mercado empresarial. Nesse caso, a abordagem será feita por meio de parceiros ou dos service-providers. (O jornalista viajou a Miami a convite da Arris)

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