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Balanço financeiro
Serviços fixos impactam receita do grupo América Móvil
terça-feira, 24 de abril de 2018 , 21h14

A receita total do grupo América Móvil caiu 3,7% no primeiro trimestre em decorrência da flutuação cambial do peso mexicano com outras moedas – com a taxa atual, segundo a empresa, as receitas aumentariam 2,8%, sendo que as de serviço aumentariam 2,1% com a taxa constante. No total, a empresa registrou 254,368 bilhões de pesos mexicanos (US$ 13,532 bilhões), sendo 221,031 bilhões (US$ 11,758 bilhões) com serviços, uma queda de 4,4%. As informações foram divulgadas em balanço financeiro publicado nesta terça-feira, 24.

O grupo teve como fatores principais as receitas de pós-pago, de dados em pré-pago e com banda larga fixa. A ARPU móvel cresceu no México (11,6%) e no Brasil (10,7%). Por outro lado, o serviço de voz fixa continuou a puxar a receita para baixo, especialmente com as reduções da receita de longa distância no Brasil e no México.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA) ficou em 71,205 bilhões de pesos (US$ 3,788 bilhões), uma redução de 0,8% em relação ao primeiro trimestre de 2017. Com taxa cambial constante, teria subido 5,9%. A margem EBTIDA cresceu 0,8 ponto percentual (p.p.) e ficou em 28%, o que a América Móvil afirma ser a maior margem dos últimos dez trimestres.

O lucro líquido do grupo mexicano no trimestre foi de 17,748 bilhões de pesos mexicanos (US$ 944,2 milhões), redução de 50,5%. Já o lucro operacional foi de 29,793 bilhões de pesos (US$ 1,584 bilhão), redução de 1,9% em relação ao ano anterior (mas crescimento de 7,5% em câmbio constante).

Brasil

A receita total do Grupo América Móvil no Brasil foi de R$ 8,848 bilhões no primeiro trimestre. O resultado, que exclui transações intracompanhias presentes no balanço da Claro Telecom Participações, representa uma queda de 0,6% comparado a igual período de 2017.

A receita de serviços observou queda de 0,4%, totalizando R$ 8,734 bilhões. A área responsável pela redução foi a de negócios fixos, que caiu 4,3% e totalizou R$ 5,758 bilhões no trimestre. A AMX diz que o principal motivo foi a queda de receitas de longa distância (22,3%), mas também cita a TV paga com recuo de 5,2% na receita, "a maior parte na plataforma DTH". O impacto do desempenho da Claro TV já havia sido sentido no consolidado de 2017.

Já as receitas móveis cresceram 7,1% no comparativo anual, fechando março com R$ 3,090 bilhões. Desse total, as receitas de serviços representam R$ 2,976 bilhões, um avanço de 8,3%. Com redução de 16,3%, as receitas com equipamentos totalizaram R$ 114 milhões nos três primeiros meses de 2018.

O lucro operacional da empresa aumentou 86,4%, totalizando R$ 521 milhões no trimestre. Por sua vez, o EBITDA aumentou 6,9% no Brasil, totalizando R$ 2,645 bilhões. A margem EBITDA aumentou 2,1 pontos percentuais em 12 meses, fechando março em 29,9%. De acordo com a empresa, a ordem é melhorar ainda mais essa margem. "Lançamos uma quantidade de projetos de transformação que vão nos permitir atingir mais eficiências de custos", diz a AMX no relatório financeiro.

Operacional

A AMX observou queda de 2,4% na base total da Claro no Brasil em serviços móveis, que contava em março com 58,809 milhões de acessos. Por outro lado, o mix da base móvel melhorou. Enquanto a base pré-paga caiu 10% e fechou o trimestre com 37,539 milhões de linhas, o pós-pago aumentou 14,9% e ficou em 21,270 milhões de conexões.

Com a melhora do mix, receita média por usuário (ARPU) da Claro aumentou 10,7% e fechou março em R$ 17. A empresa diz que é umas das maiores taxas de crescimento "em anos", e que foi motivado pelos planos com voz ilimitada, dados móveis e serviços de valor agregado, como Claro Música e Claro Vídeo. A estratégia de focar e conteúdos distribuídos pela banda larga móvel permite à operadora um ganho não tributado, por conta do enquadramento dos SVA. A empresa destaca ainda que adicionou 150 cidades à rede de LTE-Advanced Pro (chamada comercialmente de 4,5G). Segundo o grupo, a Claro Brasil é a operadora com maior quantidade de migrações de portabilidade tanto no pré quanto no pós-pago.

O minuto de uso (MOU) aumentou 12,9% e encerrou o período em 17 min – vale ressaltar que a empresa mudou a metodologia e não inclui mais as conexões máquina-a-máquina. A taxa de churn aumentou 0,6 p.p., ficando em 4%.

Pelo lado dos serviços fixos, a companhia registrou em março 35,861 unidades geradoras de receita (UGRs), uma queda de 1,6% no comparativo anual.

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