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Caso Kroll
Justiça ouve testemunhas da acusação; Dantas não apareceu
segunda-feira, 23 de abril de 2007 , 20h21 | POR REDAÇÃO

Após quatro horas e meia de duração, terminou no início da noite desta segunda-feira, 23, a primeira audiência para ouvir testemunhas na apuração do episódio de espionagem que envolve o israelense Avner Shemesh, acusado de agir a mando do Opportunity de Daniel Dantas, no chamado caso Kroll. O processo corre em segredo de Justiça. Foram ouvidas duas testemunhas de acusação. O primeiro e mais demorado dos depoimentos foi o do empresário Luis Roberto Demarco que durou cerca de três horas e meia. A segunda testemunha foi o jornalista Paulo Henrique Amorim, ouvido por aproximadamente uma hora. Dantas pediu dispensa da audiência, mas mandou seis advogados para acompanhar o desenrolar dos depoimentos. Já Shemesh compareceu à 5º Vara Criminal da Justiça Federal e participou da audiência como ouvinte. ?A acusação foi fraca, sem consistência e estamos tranqüilos?, declarou o advogado de Dantas, Nélio Machado, que abandonou rapidamente o local sem explicar as razões da sua avaliação. Os demais advogados de Dantas, nada disseram.
A advogada Elisabeth Queijo, que representa Demarco e Paulo Henrique Amorim, disse que houve um ?embate normal? entre defesa e acusação e que a fase em que se ouve as testemunhas está apenas começando. Segundo ela, outras seis testemunhas da acusação ainda serão ouvidas em Brasília, uma vez que residem na capital federal. Também serão ouvidos, em Brasília, os agentes da Polícia Federal envolvidos no processo de colhimento das provas. ?O próximo passo é aguardar a conclusão da prova acusatória?, diz Elizabeth Queijo. Depois disso, começarão a ser ouvidas as testemunhas de defesa. Apesar do tom discreto da advogada, pessoas que estiveram em sala próxima à da audiência dizem que o embate entre acusadores e defesa foi acalorado e em tom de voz muito elevado, chegando, em alguns momentos, aos berros.

Disco rígido

A perícia no disco rígido do servidor do Oportunitty, apreendido pela Polícia Federal durante a operação Chacal, ainda está pendente. Apesar de o Tribunal Regional Federal de São Paulo ter autorizado a quebra do sigilo do disco rígido no início de dezembro, a decisão ainda não foi comunicada à primeira instância. Dados contidos no disco rígido podem ser usados pela acusação contra o banqueiro, Daniel Dantas.

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