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Infraestrutura
Capacidade e antenas são desafios para redes 5G
quinta-feira, 22 de novembro de 2018 , 10h05

O grande desafio dos operadores móveis hoje é o desafio da capacidade, diz Dave Dyson, CEO da operadora inglesa 3. Ele participou do Global MBB Forum, organizado pela Huawei, que aconteceu esta semana em Londres. Para Dyson, as redes 4G atuais já são bastante competitivas com as soluções de banda larga fixa mais comuns, como o acesso xDSL e mesmo por cabo, em termos de velocidade. Mas quando se fala de grandes volumes de tráfego, as redes não estão preparadas, problema que tende a se amplificar com a chegada da quinta geração (5G). "Em média, nossos 10 milhões de usuários consomem hoje 6,6 GB por mês. Em 2025 esse número deve ser multiplicado por 13, para 90 GB por mês". Para ele, por conta dos limites de capacidade a indústria é obrigada a praticar preços e modelos que inclusive limitam o uso que poderia ser dado para as redes móveis. "No 5G a fórmula será outra, porque as limitações de capacidade da rede são diferentes". Ele lembra que a aplicação de espectro prevista para 5G já deve, por si só, dar um significativo ganho de capacidade nas redes móveis. Como exemplo, ele lembra que a própria 3 utiliza hoje apenas 35 MHz em frequências alocadas para a empresa.

A expectativa é que as frequências para 4G passem a somar 55 MHz ao todo em breve e que as novas frequências, para 5G, somem mais 440 MHz. "Hoje, 80% do nosso tráfego é em áreas urbanas, e 40% dos nossos sites é que concentram a maior parte desse tráfego. A combinação de 4G e 5G trará uma imensa capacidade. Mas ainda temos problemas sérios a serem enfrentados", diz Dyson. Entre os problemas, ele enumera a crescente dificuldade de licenciamento e o custo de aluguel de espaço atrelado a novas antenas; os custos de transmissão também crescentes e, sobretudo; o custo de operação e energia das redes 5G, ainda elevados, na visão da operadora 3.

Ele não foi o único a trazer o problema de licenciamento de antenas. Olaf Swantee, CEO da Sunrise, operadora da Suíça lembra que em seu país a regulamentação para licenciamento de antenas é bastante rigorosa por conta de limites à saúde, e mesmo que a Sunrise tenha uma estratégia clara de cobrir a Suíça com uma rede 5G até 2020, não está claro qual será o sucesso em função da legislação para a instalação de infraestrutura. (O jornalista viajou a convite da Huawei)

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