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Google passa a publicar alertas de desastres naturais no Brasil
sexta-feira, 22 de julho de 2016 , 17h34

O governo brasileiro, em parceria com o Google, apresentou nesta sexta-feira, 22, a ferramenta de informação de fenômenos meteorológicos Avisos Públicos. O serviço já está disponível a partir do motor de busca da empresa, do Google Now e do Google Maps para avisar a população sobre chuvas, inundações e alagamentos, além de mudanças climáticas bruscas, como baixa umidade e geadas. "Assim que as pessoas veem a timeline do Google Now, elas podem ficar sabendo do fenômeno. E ainda podem ver as informações detalhadas do caso ao clicarem no card", explicou Breno Araújo, engenheiro do Google.

Dentro da aplicação, o usuário pode tanto receber um alerta sobre o fenômeno através do Google, como vê-lo ao pesquisar pela previsão do tempo em uma determinada região no motor de busca. No caso do sistema para smartphones, a pessoa pode receber uma notificação na tela quando acontece algo grave em sua localidade, porém sem vibração – algo existente em outros países.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Gerenciamento de Proteção e Defesa Civil (Cenad) e o Google. Os dados coletados são filtrados pelos órgãos brasileiros e repassados ao Google para divulgação. Esses alertas são emitidos pela proporção da gravidade do desastre, tipo da consulta/pesquisa no Google e localização do cidadão.

"Estamos passando por um período de mudanças climáticas com fenômenos mais intensos e longos", enfatizou Adriano Pereira, secretário nacional de proteção e defesa civil. "A ideia da parceria com o Google é desenvolver a cultura da defesa civil. Vamos colocar informações de qualidade do Inmet e ações de como as pessoas devem agir em situações de risco".

Uma vez filtrados, os dados são passados ao Google por meio de um protocolo aberto (open source) chamado de Community Alerting Protocol (CAP). As informações sobre qual fenômeno está acontecendo, onde, quanto tempo vai durar e quais ações uma pessoa deve tomar – como se abrigar ou evitar um local – são adicionadas ao protocolo.

José Mauro Rezende, diretor substituo do Inmet, enfatiza que a prioridade da parceria é salvar vidas e evitar perdas materiais, como devastações de lavouras por enchentes ou geadas. Questionado sobre o uso futuro da aplicação com tecnologias ligadas à Internet das Coisas (IoT), ele explica que o protocolo deixa essa possibilidade em aberto, mas ainda não há propostas no momento.

Além do Brasil, outros 11 países já utilizam a iniciativa da equipe do Google: Austrálica, Canadá, Colômbia, Índia, Indonésia, Japão, México, Nova Zelândia, Filipinas, Taiwan e os Estados Unidos – primeiro país a usar em 2012, após os eventos do furacão Katrina.

O diretor do Cenad, Elcio Alves Barbosa, explicou que a ferramenta pode ser usada em outros alertas à população. Um exemplo são ações que ameaçam a segurança nacional. Mas apenas em casos extremos, uma vez que apenas sua instituição recebe 5,6 mil tipos de alertas por dia.

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