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Prática não pôde ser denunciada antes, defende a vice-presidente da Embratel
quarta-feira, 22 de maio de 2002 , 22h29 | POR REDAÇÃO

De acordo com Purificación Carpinteyro, vice-presidente de assuntos externos e locais da Embratel, a decisão do Cade nada muda na estratégia da empresa contra a concorrência da Telefônica. Ela se diz confiante de que a liminar contra a Telefônica será mantida após o dia 12. Mas que caso isto não ocorra, a Embratel está preparada para adotar novas medidas. Sobre o argumento do Cade de que o pedido de intervenção não se justifica porque as operadoras de longa distância tiveram três anos para reclamar da concorrência, a executiva afirma que as teles locais baixaram mais drasticamente suas tarifas ao usuário final de longa distância inter-regional (e pressionaram as carriers a fazer o mesmo) ao longo de 2001. As operadoras tiveram ainda de encomendar um estudo a uma consultoria para reunir evidências de supostas práticas anticoncorrenciais antes de entrar com o processo administrativo na Anatel e no Cade, diz Carpinteyro. Coincidência ou não, o fato é que o processo iniciou-se alguns dias após a Telefônica conquistar a liberação da prestação de serviço de longa distância nacional.

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