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Operadoras móveis receberam 1,6 milhão de pedidos de bloqueio de acesso do celular em 2017
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018 , 19h39 | POR REDAÇÃO

Durante o ano de 2017, as operadoras de telefonia móvel receberam 1,6 milhão de novos pedidos de bloqueio do acesso de aparelhos celulares às suas redes. De acordo com informações da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). Ao todo, 9,3 milhões de IMEIs (código de identificação) de aparelhos celulares estão registrados no Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI), banco de dados das prestadoras de telefonia móvel. As solicitações são por motivos variados, entre eles: roubo, furto e extravio.

O CEMI, que está em operação desde o ano 2000, cadastra o IMEI do Celular perdido ou roubado, bloqueando o acesso desses aparelhos às redes das prestadoras móveis. Assim, o celular não fará mais ligações e não permitirá nenhuma comunicação utilizando o pacote de dados móveis dessas redes do Brasil e de mais 57 prestadoras em 19 países com os quais as prestadoras brasileiras possuem acordo de integração.

Ao impedir o acesso desses celulares às redes, a Telebrasil informa que as operadoras não fazem nenhum tipo de intervenção no aparelho, e sim registram o IMEI informado, impedindo a comunicação de voz e de pacotes de dados contratados. O aparelho em si continua funcionando com aplicativos que se conectam a outras redes, como WiFi, sobre as quais as operadoras não têm ingerência

Para fazer a solicitação à prestadora, o cliente deve entrar em contato com a sua operadora, informando dados pessoais que permitam sua identificação, como RG, CPF, endereço, etc. Se o cliente souber, também deve informar o IMEI, que é como se fosse o número do chassi do carro. Para descobrir o IMEI, basta digitar no teclado do aparelho *#06# e aparecerá um número na tela do celular.

Desde o ano passado, além de ser solicitado pelo cliente diretamente no call center das prestadoras, o registro do celular no CEMI também pode ser pedido pela autoridade policial. Também é possível solicitar o cadastro de cargas de aparelhos celulares que foram furtadas ou roubadas.

Em 2016, foi feita a integração da base de dados das prestadoras do Brasil com operadoras do exterior, o que desestimula o tráfico internacional de aparelhos celulares roubados. Para saber se um aparelho está registrado no CEMI, as prestadoras mantêm ainda um site na internet para consulta, https://www.consultaaparelhoimpedido.com.br .

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