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Estratégia
Oportunidades de big data e novos contratos serão chave para Linktel em 2017
segunda-feira, 21 de agosto de 2017 , 19h41

Além de expandir a rede no Nordeste, a Linktel espera voltar a apresentar números positivos em 2017: no ano passado, a empresa dobrou o número de acessos e obteve crescimento de 250% na base de usuários, totalizando 37,81 milhões de acessos e 6,54 milhões de usuários únicos. Mas se há a possibilidade de voltar a dobrar a base, o retorno financeiro pode ser mais desafiador. Para superar isso, há oportunidades com novos parceiros, com o avanço na captura de clientes da concorrente Oi e mesmo um possível contrato com o futuro programa de expansão da rede Wi-Fi gratuita da Prefeitura de São Paulo.

O momento econômico no País dificulta a previsão, mas a expectativa para 2017 é de aumento de receita. "O que estou vendo acontecer neste ano não é crescimento exagerado no faturamento. A gente tem aumentado a rede, mas o preço do mercado, do valor do produto, te caído", destacou a este noticiário o presidente da Linktel, Jonas Trunk.

No caso de São Paulo, é preciso aguardar uma espécie de consulta. A gestão do prefeito João Dória executou uma primeira fase do projeto de expansão com uma série de questões para as empresas explicarem como atuariam. Segundo Trunk, a proposta da operadora foi enviada, mas ainda está em discussão como seria o processo – se por edital, "carta convite" ou por meio de uma parceria público-privada. "A prefeitura vai ver o interesse. Se tiver muita empresa interessada, e eu duvido que tenha, vai fazer um edital público. Se não, vai ter que repensar", declara.

Ele diz ter dúvidas porque, em plena crise, o projeto prevê o atendimento com 530 pontos de Wi-Fi gratuitos. "A prefeitura quer tudo grátis, operação, energia, Internet; e sem isenção de imposto", declara. "Eu sei que as operadoras e celular não estão muito interessadas em fazer isso.". Para tentar atrair as empresas, a prefeitura oferece a possibilidade de repassar dados de usuários para big data, mas não há ainda uma diretriz clara sobre o assunto até que seja feito o chamamento oficial. "A gente tem que ter receita por algum lugar, e uma razoável (opção) é o big data, para pegar os dados, qualificar e vender no mercado", avalia.

Outra oportunidade é o de abocanhar mercado de concorrentes como a Oi. Segundo Trunk, com o momento de recuperação judicial, a tele estaria apresentando dificuldades para efetuar atualizações de capacidade, tecnologia e equipamentos. "As empresas (clientes) estão naturalmente buscando outros fornecedores, e acabam migrando para nós", afirma. Entre os contratos mais recentes, a Linktel destaca a rede de fastfood McDonalds e a franquia de cafeteria Starbucks. Ele destaca ainda negociação com redes de hospitais (a empresa já conta com o Einstein e o Sírio Libanês, ambos na capital paulista).

Há ainda um acordo já assinado com um grande portal/provedor que deverá trazer uma quantidade significativa de acessos à rede da Linktel. Embora já esteja aprovado e com a implantação inicial já desde o final de julho, a parceria ainda não foi tornada pública.

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