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Estratégia
Linktel tem planos de expansão no Nordeste
segunda-feira, 21 de agosto de 2017 , 19h26

Com a inauguração na semana passada da rede Wi-Fi no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares em Maceió, a operadora de SCM e telefonia fixa Linktel marcou mais um passo rumo a um projeto de expansão da atuação no Nordeste. A empresa tem realizado projetos em outras localidades, como na nova etapa do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba, mas a estratégia da empresa agora é focada no mercado nordestino. "Temos matriz em São Paulo, onde está bem sólido hoje, e após anos de investimento (também) no Rio de Janeiro, além de outras áreas como Manaus e Porto Alegre", declarou a este noticiário o presidente da companhia, Jonas Trunk. "Já temos Salvador, Recife, Natal e Fortaleza, e é nossa estratégia avançar no NE."

A questão é que há demanda reprimida. Como nota Trunk, a base de telefonia móvel com planos pré-pagos é mais significativa nas cidades nordestinas, o que leva os usuários a procurar economizar na franquia diária ao acessar os hotsposts Wi-Fi. "A gente nota que o aeroporto de Salvador tem um maior percentual de frequência (de uso da rede), muito mais do que no Sudeste e no Sul", compara.

O executivo diz não ver efeito também do aumento na franquia de dados nos planos mais recentes das operadoras móveis. Ele lembra que a Linktel não impõe o limite, mas diz estar pensando a respeito por considerar uma tendência para este mercado. "No Aeroporto Grátis, do acordo com a Infraero, damos de 30 a 40 minutos, e o consumo tem sido cada vez maior, com YouTube, Globo Play e Netflix", conta. "A questão não é cobrar, é mudar de conceito. Você não tem mais 5 Mbps ou 8 Mbps, vai ter 100 Mbps – terá o máximo de velocidade que eu posso te dar, e aí vai consumir (a franquia de) 10 GB, ou 20 GB. A questão é dar uma melhor qualidade de serviço."

Outra perspectiva do foco no Nordeste é a infraestrutura. A companhia atualmente conta com backbone próprio em redes metropolitanas em cidades como Curitiba, Manaus, São Paulo e Rio de Janeiro, mas ainda aluga a última milha de terceiros nas capitais nordestinas. Pelo menos por enquanto: a ideia é de ir construindo rede na medida em que a demanda aumenta. "Recife seria um primeiro lugar que a gente já deveria ter coisa própria, porque temos todas as McDonald's e estamos negociando com time de futebol, tentando entrar em estádio", declara, sem citar qual o clube recifense.

De todo modo, onde já conta com infraestrutura, a Linktel tem executado o upgrade de capacidade para poder se preparar para a futura demanda. Além de migrar os pontos de acesso para Gigabit Ethernet, os backbones estão "todos indo para 1 Gbps a 10 Gbps". No Wi-Fi em si, a empresa continua com as frequências a/b/g/n de 2,4 GHz e 5,3 GHz com rede encriptada.

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