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Balanço financeiro
Foco no pós-pago e em dados leva Telefônica a crescer nas receitas no trimestre
quarta-feira, 25 de outubro de 2017 , 09h52

Impulsionada pelo desempenho móvel, especialmente com dados, e na ultra-banda larga, a Telefônica/Vivo apresentou avanço nas receitas e no lucro no terceiro trimestre deste ano, de acordo com balanço financeiro da companhia divulgado nesta quarta-feira, 25. A operadora destaca que isso é fruto do empenho para migração do usuário para planos controle e pós-pago, que podem fechar o ano já representando metade da base móvel.

Com isso, a receita operacional líquida da Telefônica subiu 1,8% no comparativo anual e totalizou R$ 10,885 bilhões no trimestre. No acumulado de nove meses, o aumento foi de 1,7%, total de R$ 32,173 bilhões. A receita operacional líquida de serviços representa grande parte do total, com R$ 10,631 bilhões (aumento de 2,4%) no trimestre e R$ 31,400 bilhões (avanço de 2,2%) no acumulado.

Dentro desse recorte de serviços, o segmento móvel totalizou R$ 6,355 bilhões entre julho e setembro, aumento de 3,7%; e R$ 18,835 bilhões entre janeiro a setembro, um crescimento de 4,5%. Já a receita dos serviços fixos aumentou 0,5% no trimestre e totalizou R$ 4,275 bilhões, mas com queda de 1% ao considerar os nove meses que, somados, acumularam R$ 12,564 bilhões. A receita líquida de aparelhos caiu 17,2% e fechou os três meses com R$ 254,6 milhões. No acumulado, foram R$ 773,1 milhões, queda de 15,8%.

No universo móvel, vale destacar que a receita de dados e serviços digitais cresceu 28,2% no trimestre (total de R$ 4,630 bilhões) e 32,3% nos nove meses (somando R$ 13,389 bilhões). Somente os dados (conexão à Internet) somaram R$ 3,289 bilhões (aumento de 23,2%) nos três meses e R$ 10,214 bilhões (avanço de 40,1%) nos nove meses, enquanto as receitas de mensagens SMS caíram 9,1%  (R$ 350,5 milhões) e 5% (R$ 1,091 bilhão) no trimestre e no acumulado. A companhia alega que as receitas de Internet móvel aumentaram por conta dos planos pós-pagos, principalmente LTE, com venda de pacotes avulsos de dados e pelo aumento do parque de smartphones – em setembro, 81,5% da base da Vivo possuía webphone ou smartphone, aumento de 3,9 ponto percentual (p.p.).

Para efeito comparativo, as receitas com voz sainte entre julho e setembro foram de R$ 1,433 bilhão, uma queda de 36,2%. De janeiro a setembro, foram de R$ 4,645 bilhões, redução de 32,7%. Vale notar que a receita de interconexão móvel subiu 9,1% no trimestre (R$ 296,4 milhões). A companhia afirma que isso ocorreu por conta do maior tráfego entrante advindo de outras operadoras, embora tenha sido parcialmente compensada pela redução da VU-M em 45,6% em fevereiro deste ano.

Considerando somente os serviços fixos, a receita de voz no trimestre foi de R$ 1,658 bilhão, queda de 10,9%. Nos nove meses, foi de R$ 5,233 bilhões, redução de 8,7%. Por outro lado, a banda larga (incluindo pequenas e médias empresas) respectivamente no trimestre e no acumulado do ano totalizou R$ 1,165 bilhão, aumento de 19,2%, e R$ 3,326 bilhões, crescimento de 14,6%. A companhia diz que 61,8% desse total da banda larga foi de conexões acima de 34 Mbps, segmento que aumentou 23,1%. A receita de TV por assinatura sofreu queda de 0,5% no trimestre e ficou em R$ 486,6 milhões, enquanto entre janeiro e setembro foi de R$ 1,437 bilhão, redução de 0,6%.

Avanço nos lucros

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA) da Telefônica no trimestre foi de R$ 3,676 bilhões, aumento de 7,8%. No acumulado de nove meses, foi de R$ 10,719 bilhões, avanço de 3,1%. No EBTIDA recorrente da soma de três trimestres, e que desconsidera a venda de torres no primeiro trimestre do ano passado e efeitos da reestruturação organizacional no trimestre seguinte de 2016, o aumento foi maior: 7,3%. A margem EBTIDA cresceu 1,9 p.p. no trimestre e ficou em 33,8%. Nos nove meses, foi de 33,3%, aumento de 0,4 p.p. (1,7 p.p. no EBTIDA recorrente).

O resultado líquido da companhia nos três meses foi de R$ 1,222 bilhão, aumento de 28,3%. Nos nove meses, foi de R$ 3,091 bilhões, aumento de 7,7% (19% no recorrente). O fluxo de caixa operacional foi de R$ 1,489 bilhão (aumento de 1,4%) e de R$ 5,385 bilhões (avanço de 12,6%) no trimestre e nos nove meses, respectivamente.

A companhia investiu 12,7% a mais nesse terceiro trimestre, um total de R$ 2,187 bilhões. No acumulado do ano, o Capex foi de R$ 5,333 bilhões, aumento de 2,5%.

Operacional

A Telefônica encerrou setembro com 97,639 milhões de acessos totais, um aumento de 0,5%. A base móvel totalizava 74,562 milhões de acessos, aumento de 1,5%. Desses, 35,664 milhões eram de pós-pagos, um aumento de 9,7%, sendo que 5,854 milhões (avanço de 22,5%) eram de conexões máquina-a-máquina (M2M). Sendo assim, o mix do pós subiu 3,6 p.p. e agora é de 47,8% – mantendo esse ritmo, a companhia encerra o ano com metade da base em pós-pago, realidade bem diferente das principais concorrentes.

O pré-pago caiu 5,1% e totalizou 38,897 milhões de linhas, "devido à continuidade da estratégia da companhia com foco na migração de clientes pré-pago para planos controle e da política restritiva de desconexão de clientes inativos" da Anatel. O churn mensal ficou estável em 3,4%.

A receita média por usuário (ARPU) no trimestre aumentou 2,1% e fechou o mês com R$ 28,4. Considerando somente voz, a ARPU era de R$ 7,7 (queda de 32,5%), enquanto dados subiu 26,3% e ficou em R$ 20,7. Considerando a ARPU do pós-pago sem M2M, o valor sobe para R$ 51,5 (aumento de 0,7%). A receita média no pré-pago foi de R$ 13,5, queda de 0,6%. E os minutos de uso (MOU) totalizaram 160,4.

No fixo, a companhia somou 23,077 milhões de conexões, uma queda de 2,7%. Os acessos de voz caíram 4,3% e totalizaram 14,007 milhões, sendo 9,059 milhões residenciais (queda de 5,4%) e 4,503 milhões corporativos (recuo de 2,3%). A ARPU de voz caiu 7% e ficou em R$ 39,3.

A banda larga fixa aumentou 1,9% a base e totalizou 7,452 milhões de acessos em setembro. Desse total, 4,472 milhões eram de conexões FTTx, um aumento de 8,7% e que já representam 60% da base de banda larga. Desse total, 1,2 milhão são de fibra até a residência (FTTH), aumento de 44,9%. Os acessos com outras tecnologias caíram 6,7% e fecharam o período em 2,980 milhões. Com o avanço da fibra, a receita média por usuário de banda larga cresceu 16,5% e totalizou R$ 52,2.

A Vivo observou queda de 8,2% na sua base de TV por assinatura, que encerrou setembro com 1,618 milhão de acessos. A companhia afirma que os acessos de IPTV aumentaram 54,5%, o que permitiu à ARPU do segmento crescer 7,2% e ficar em R$ 99,2.

COMENTÁRIOS

3 Comentários

  1. Erick disse:

    Como que eu queria ver a Oi crescendo assim como a Vivo… como eu queria ver! Mas precisa se entender com os acionistas.

  2. Rogério Pires disse:

    A VIVO apesar de ter os planos mais caros do mercado, seja no pré, controle ou pós-pago, colhe os louros da acertada decisão tomada a 04 anos atrás, quando todas as outras despejavam chips "pré" no mercado e focava em voz! Ela tem uma rede robusta e a melhor cobertura do mercado (especialmente no interior) por ter herdado as operadoras da banda "A" (exceto no Nordeste). Nunca fui cliente da VIVO justamente pelo elevado custo benefício dos planos e como moro em uma cidade de porte médio, TIM, Claro e Oi atendem bem as necessidades. Sou cliente TIM a quase 10 anos e vejo que a operadora melhorou muito de 03 anos pra cá, mas infelizmente, para rivalizar com a VIVO terá que correr atrás do tempo perdido. A rede está boa, mas nos rincões do Brasil, a VIVO reina soberana.

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