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TIM quer 3,5 GHz em LTE para depois migrar para 5G; Anatel espera solução em 2018
terça-feira, 19 de setembro de 2017 , 23h40

Para facilitar o caminho em direção à futura tecnologia 5G, a TIM pretende testar a utilização de LTE em 3,5 GHz. Segundo o diretor de rede da operadora, Silmar Freire Palmeira, a empresa apenas espera que a Anatel libere o espectro na subfaixa de 3.400 MHz a 3.600 MHz para efetuar os testes de coexistência do serviço com a banda C satelital. Para tanto, a companhia executará os ensaios de estresse com o espectro no hub satelital próprio em Guaratiba (RJ) em conjunto com as fornecedoras Ericsson e Nokia.

Palmeira explica que a TIM identificou o caso de uso da banda 42 com 200 MHz em TDD LTE no Japão e já com um ecossistema considerável: 130 dispositivos, incluindo smartphones como o Samsung Galaxy S8. Assim, criou um desafio interno na empresa para investigar "o quão factível seria essa evolução (para a 5G) usando espectro para 4G".

A empresa pretende realizar avaliação de interferências em todos os cenários possíveis com a banda C, incluindo na recepção dos TVRO de usuários e nas antenas. "Vamos criar os cenários para a convivência do TD-LTE com a banda C, talvez até com a banda de guarda menor, e queimar um pouco de etapa ao invés de ficar na planilha, enxergando através de máscara de filtros a convivência", declara. O diretor da TIM espera que os equipamentos dos testes fiquem prontos logo, faltando apenas a Anatel liberar as frequências para a avaliação.

Além de poder oferecer mais banda para LTE, a ideia é estabelecer o caminho para o IMT-2020 com uma "migração mais suave". "E vai ser transição mais natural, ao longo do tempo ela (a faixa) iria evoluindo para 5G em 2022", projeta. Palmeira convidou a participar dos testes outras empresas e a Anatel, que por si já realiza estudos de interferência na faixa de 3,5 GHz. "Acho importante trabalhar com a Anatel para queimar etapas nos próximos seis ou nove meses e, quem sabe, em 2019 estarmos com redes comerciais", diz. Silmar Freire Palmeira apresentou o projeto durante debate sobre 5G nesta terça-feira, 19, no Painel Telebrasil 2017.

Plano pronto

Segundo o conselheiro da Anatel Leonardo Euler de Moraes, que também participou do Painel TELEBRASIL nesta terça, 19, mas de uma sessão dedicada ao tema de satélites, a banda de 3,5 GHz é de fato muito importante para a banda larga móvel. "Há um grupo de trabalho que já tem indicações do que precisas ser feito (em relação às interferências com a banda C). Os estudos existem, e no ano que vem teremos essa matéria à consulta pública. É uma oportunidade importante para a oferta de banda larga em espectro licenciado", disse o conselheiro.

Ele lembrou ainda que há a faixa de 2,3 GHz para a banda larga móvel. "É uma faixa importante e está sendo utilizada pelos serviços ancilares de TV. Mas são 200 MHz que poderiam ser utilizados, fazendo o refarming contemplando a radiodifusão. São faixas que podem estar acessíveis para a banda larga móvel sem precisar falar do segundo dividendo digital (na faixa de 600 MHz)", pondera o conselheiro.

COMENTÁRIOS

1 Comentário

  1. O Brasil utiliza a banda C estendida por isso a interferência nos primeiros canais da TVRO. São mais de 20 milhões de receptores na banda C espalhados pelo Brasil principalmente nas pequenas cidades onde a TV aberta não tem cobertura.
    Apesar dos canais estarem acima de 3.6 GHz, os LNBF são projetados para receber sinais a partir de 3.4 GHz.
    Existem LNBF com filtros eliminando frequências abaixo de 3.6 GHz, mas trocar milhares de receptores não é tarefa fácil.

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