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Cabos submarinos
Cabo submarino ligará Argentina ao Brasil e aproveitará rota até EUA
segunda-feira, 03 de Abril de 2017 , 14h02

A operadora de cabos submarinos Seaborn Networks anunciou nesta segunda-feira, 3, a construção de um novo sistema que ligará a Argentina ao Brasil. Batizado de ARBR, a infraestrutura será uma parceria com o fundo de investimentos argentino Grupo Werthein e irá aproveitar o cabo São Paulo/Nova York Seabras-1 para estabelecer a rota "mais direta" de tráfego do país sul-americano com os Estados Unidos. O desenvolvimento ficará a cargo da Seabras Group, uma subsidiária da Seaborn.

A landing station brasileira do ARBR utilizará a mesma infraestrutura do Seabras-1 em Praia Grande (SP). Já a estrutura argentina deverá ser "próxima a Las Toninas", que fica na província de Buenos Aires. O cabo terá um sistema de quatro pares de fibra com capacidade inicial de 48 Tbps e deverá ficar pronto na segunda metade de 2018. O Seabras-1, por sua vez, terá 72 Tbps e será operado pela Seaborn, que também detém o sistema, com fundos gerenciados pela companhia de investimento em mercados privados Partners Group. Junto com o ARBR, o projeto terá um custo total de US$ 575 milhões.

Conforme explicou a este noticiário o diretor de desenvolvimento de negócios da Seaborn, Marcos Martin Costa, a expectativa para o Seabras-1 é que o navio trazendo o cabo já chegue em breve ao litoral paulista para permitir a conclusão do projeto e início da operação em junho deste ano. A landing station em Praia Grande, que está "praticamente pronta, faltando só alguns detalhes", utiliza um modelo diferente: ela foi pré-fabricada dos Estados Unidos, o que Costa afirma ter agilizado o processo. Já em Nova York, o espaço é alocado da Tata Communications, com um backup em Boston, mas com toda a infraestrutura (POP, fibras) da própria Seaborn. A landing station do ARBR será provavelmente em Las Toninas, mas a localização ainda está em estudo.

Em comunicado, o CEO e chairman da Seaborn/Seabras, Larry Schwartz, declarou que o ARBR atende à demanda do mercado argentino por "substancialmente mais capacidade internacional em um sistema de próxima geração, enquanto também oferta ao país o primeiro modelo de operador independente para uma rota crítica de cabo submarino". O ministro das Comunicações da Argentina, Oscar Aguad, ressaltou que o país precisa de modernização da infraestrutura de comunicações, e que o sistema é fruto de novas regras de incentivo para investimentos de companhias.

"Dado que fazem 16 anos desde que o último cabo submarino foi construído entre Argentina e Brazil, combinado com o fato de que esta é uma rota primária para comunicações de dados e voz entre a Argentina e o resto do mundo, essa rota nova e independente levou muito tempo", declarou Dario Werthein, um dos controladores do Grupo Werthein. A companhia era uma das acionistas da Sofora Telecomunicaciones (com 33% de share), controladora da Telecom Argentina após a venda da participação da Telecom Italia. Em março, a Werthein vendeu sua participação para o Grupo Fintech, que passará a ter total controle da Sofora após a conclusão da transação. 

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