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Pequenos provedores voltam a impulsionar crescimento da banda larga fixa em julho
sexta-feira, 09 de setembro de 2016 , 18h27

Pelo sétimo mês consecutivo a base total de banda larga cresceu no Brasil, de acordo com dados da Anatel divulgados nesta sexta, 9. Em julho, o mercado registrou 26,306 milhões de acessos fixos, um crescimento de 0,67% em relação ao mês anterior. No comparativo com o mesmo mês em 2015, o aumento da base é de 4,81% (1,208 milhão de adições líquidas). E, pela quarta vez neste ano, o grupo de pequenos provedores (ISPs, categorizados como "outros") é o maior responsável pelo aumento da base brasileira.

Os ISPs cresceram 2,83% no mês, ou 71,9 mil adições líquidas, totalizando agora 2,615 milhões de conexões. No ano, o aumento é de 19,57%. Somados, os ISPs seriam a quarta maior operação brasileira, com 9,94% de participação no mercado. A líder, com 31,66%, ainda é a América Móvil Brasil (Net, Claro e Embratel), que em julho aumentou 0,49% de sua base, totalizando 8,328 milhões de acessos. O avanço anual é de 5,01%. Em seguida vem a Vivo (com 28,33% de marketshare), com 7,452 milhões de acessos, aumento de 0,29% e 2,11% no mês e no ano, respectivamente. E em terceiro aparece a Oi (24,33% do mercado), com aumento de 0,19% no mês e queda de 0,75% no ano, totalizando 6,401 milhões de conexões.

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Em termos de tecnologia, o cabo (cable modem e HFC) apresentou maior avanço líquido (80,3 mil adições) no mês, um aumento de 0,95% que resultou em uma base de 8,530 milhões de acessos no período. No ano, o crescimento é de 5,12%. A tecnologia líder é a xDSL, que aumentou 0,26% no mês e 0,47% no ano, total de 13,391 milhões de conexões. Os tipos de acesso wireless (frame relay, FWA, LTE, MMDS, Spread Spectrum e WiMAX) juntos totalizaram 2,194 milhões de acessos, aumento mensal e anual de 0,89% e 17,22%, respectivamente.

As conexões de banda larga com fibra (FTTx) somaram 1,518 milhão de linhas, avanço de 2,15% no mês e de 30,31% no ano – este o maior proporcionalmente no comparativo de 12 meses. Por fim, as conexões por satélite e DTH somaram 68,2 mil acessos em julho, uma queda de 1,43% no mês, mas ainda apresentando 5,31% no ano. Vale ressaltar que foi a partir desse mês que a HughesNet iniciou comercialmente suas operações em banda Ka, embora a Anatel já contabilizasse sua base nos meses anteriores. A operadora somou 16,5 mil acessos em julho, avanço de 10,36%. Os números da Anatel contam os acessos corporativos em banda Ku também.

Velocidade

Em termos de velocidade de acesso, o mercado continuou a mostrar evolução nos acessos mais rápidos, especialmente na faixa intermediária de 12 Mbps a 34 Mbps, que avançou 2,67%, ou 174,2 mil adições líquidas. Foi a que mais cresceu em termos líquidos no ano: 2,121 milhões de adições (46,36% de aumento). No total, esse segmento conta com 6,698 milhões de conexões e é o terceiro maior, com 25,46% do mercado. Mantendo esse ritmo, é possível que venha a ser o segundo maior em outubro, ultrapassando a faixa de 512 kbps a 2 Mbps, atual segunda colocada (com 7,030 milhões de linhas, ou 26,72% do mercado). Esse recorte foi reduzido em 0,75% em julho e já acumula uma queda de 9,69% em 12 meses.

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Também cresceu a banda larga com velocidade acima de 34 Mbps: 2,89% no mês e 54,41% no ano (a maior proporcionalmente). No total, entretanto, são 1,775 milhão de acessos, ou 6,75% do mercado. Os acessos abaixo de 512 kbps caíram 1,96% (e 14,42% no ano) e totalizaram 1,049 milhão de conexões em julho (3,99% do total).

A faixa ainda com mais acessos no Brasil é a de 2 Mbps a 12 Mbps, com 9,752 milhões de acessos (37,07% de market share), aumento de 0,20% no mês e queda de 5,86% no ano.

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Principal encontro independente de debate e reflexão sobre políticas setoriais dos setores de telecomunicações e Internet. Organizado há 17 edições pela TELETIME e pelo Centro de Estudos de Políticas de Comunicações da Universidade de Brasília (CCOM/UnB), o evento congrega reguladores, formuladores de políticas, acadêmicos, empresas e analistas para um debate aberto sobre os temas mais relevantes e que serão referência ao longo do ano. Em 2018, estão em discussão uma agenda possível para o setor, o impacto do cenário eleitoral sobre as telecomunicações, a atuação  do Congresso Nacional sobre as políticas do setor de telecomunicações e Internet e as referências regulatórias internacionais.

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