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MWC 2016
Ministro diz que Brasil pode ter 5G em 2020, ao mesmo tempo que a Europa
terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016 , 13h56 | POR SAMUEL POSSEBON, DE BARCELONA

O Ministério das Comunicações celebrou em Barcelona, durante o Mobile World Congress, um acordo de cooperação com a Comissão Europeia para o desenvolvimento da tecnologia 5G. O acordo, segundo o ministro André Figueiredo, envolve iniciativas acadêmicas e participação do Brasil em mesas que definirão padrões e cronogramas de implantação da quinta geração de serviços móveis, bem como intercâmbios acadêmicos e de pesquisa e desenvolvimento. Segundo Figueiredo, o governo imagina que será possível ver, no Brasil, a tecnologia 5G chegando ao mercado mais ou menos ao mesmo tempo do que se espera para o mercado europeu, por volta de 2020. "Será uma tecnologia essencial para a Internet das Coisas,e  é importante que o Brasil esteja envolvido nesse desenvolvimento", disse ele. Segundo o ministro, no futuro é possível que o acordo envolva também recursos para investimentos.

Receptividade

O ministro esteve em Barcelona pela primeira vez para o Mobile World Congress, principal evento de telecomunicações do mundo. Em visita a fabricantes, o ministro diz ter ouvido mensagens de otimismo em relação ao desenvolvimento do setor, mesmo com o cenário econômico adverso. "Está claro que para algumas decisões, como os investimentos na banda larga móvel de quinta geração, as decisões precisam ocorrer logo e quem estiver comprometido com o Brasil pode sair na frente", disse ele.

PNBL 2

Questionado sobre a disposição anunciada no começo do mês pelo Ministério das Comunicações de lançar uma segunda versão do Plano Nacional de Banda Larga, Figueiredo reiterou que o projeto a ser levado à presidenta Dilma deve ser fechado no começo de março e que a ideia é não apenas colocar metas de cobertura, mas estabelecer programas que possam acompanhar o desenvolvimento das redes. "Não estamos mais falando apenas de conectividade, mas de serviços", disse o ministro a este noticiário. O projeto, segundo apurado junto a fontes do governo, incorporará as metas de cobertura que haviam sido desenhadas para o Banda Larga para Todos (que não foi implementado por conta de dificuldades na modelagem econômica, baseada em desonerações), mas também está alinhado com o projeto da Telebras de se tornar não apenas provedora de infraestrutura para serviços públicos, mas também uma agregadora de serviços. Mas não há, pelo menos por enquanto, previsão de refazer o drecreto do Plano Nacional de Banda Larga. A estatal, portanto, manteria o escopo de atuação estabelecido pelo Decreto 7.175/2010, mas participaria como "integradora" de projetos de diferentes órgãos do governo. Não está claro ainda se essa "nova versão" do Plano Nacional de Banda Larga demandaria das empresas privadas alguma atuação para o atingimento das metas ou se tudo ficaria a cago da atuação da estatal. O presidente da Telebras, Jorge Bittar, declarou recentemente a este noticiário que a capacidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC) será praticamente toda voltada a serviços governamentais, e não haveria muita margem de manobra para planos de expansão de banda larga em grande escala.

Satélite

O ministro André Figueiredo também esteve na França esta semana acompanhando a construção do satélite brasileiro, o que está sendo feito pela empresa francesa Thales Alenia. Ele confirmou o cronograma do projeto e assegurou que o lançamento está previsto para a janela do final do ano.

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