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Mobile video se torna realidade por meio de plataformas OTT
segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016 , 14h59

Mobile video: no mundo das aplicações móveis, esta foi uma das primeiras candidatas a "killer application", ainda nos idos de 2004, quando o conceito de "serviços de valor adicionado" (SVAs) começou a surgir relacionado ao mundo da mobilidade, muito antes do advento dos smartphones, aparelhos com grandes telas ou aplicativos. Mas, por muito tempo, o mobile video não decolou, pelo menos no ocidente (na Coreia do Sul e Japão o serviço sempre foi um sucesso). Emissoras de TV que lançaram iniciativas naufragaram, projetos como o FloTV, da Qualcomm, deram em nada. Até que, sem alarde, plataformas como Youtube, Netflix, Facebook, Instagram e outras que hoje dominam o mercado de vídeo na Internet passaram a ver, em seus logs de acesso, um volume crescente, em alguns casos já predominante, de acessos via plataformas móveis. O mobile video, enfim, se tornou uma realidade como a killer aplication prevista há dez anos.

Edgar Schnorpfeil, COO da DOCOMO Digital, é um dos defensores dessa tese. "Quando investimos em frequências para fazer broadcast por celular, apostávamos no vídeo como a killer application, e hoje, 15 anos depois, descobrimos que o vídeo é a killer application".

Ele participou de um debate na edição deste ano do Mobile World Congress, que acontece esta semana em Barcelona.

Segundo David Benson, diretor estrategista de marca do Youtube para a Europa, o consumo de vídeo mobile cresce a taxas de 50% ao ano. "O que vimos foi uma revolução na forma com que as pessoas assistem vídeos. A possibilidade de escolha, o time shifting e a frequência com que as pessoas acessam os conteúdos são completamente diferentes no ambiente mobile do que eram nas plataformas tradicionais".

Para  Bob Bakish, presidente e CEO da Viacom International Media Networks, o que os produtores de conteúdo perceberam com o mundo móvel é que é possível empacotar o mesmo conteúdo de diferentes maneiras, quase que gerando produtos diferentes. "As pessoas tendem a achar que o formato curto é o mais adequado para mobile e de fato é isso que tem impulsionado muito.  Tem muita inovação com essa linguagem. Mas ao mesmo tempo existem muitos formatos curtos que podem ser explorados". Ele lembra que também estão surgindo muitos modelos diferentes de comercialização, seja por meio de apps patrocinados, conteúdos por assinatura, modelos de TV everywhere com operadoras de TV paga tradicionais, plataformas de VOD… "Hoje paytv e mobile são duas coisas separadas, mas no futuro será com certeza uma coisa só, e quem estiver comercializando conteúdos mobile tem a vantagem. As operadoras móveis já têm essa relação do dispositivo com o usuário e podem levar vantagem", diz ele.

Para Jane Schachtel, diretora de tecnologia e estratégia para teles do Facebook, as empresas de telecomunicações têm a vantagem de saber muito sobre o usuário: "é uma coisa que tem muito valor para as operadoras móveis e para os provedores de conteúdo".

Scott Mirer, VP de parcerias e ecossistemas do Netflix, diz que é preciso haver colaboração entre os provedores de conteúdos OTT e provedores de telecomunicações. "Nossa relação com os distribuidores precisa ser boa porque queremos chegar aos nosso usuários de todas as maneiras possíveis. Se pudermos estar com os distribuidores (de telecomunicações), para ser convenientes para o usuário, isso é ótimo, pois entendemos que estamos agregando valor. Podemos desenvolver modelos de cobrança conjunta. Do lado do programador, nós estamos licenciando o conteúdo deles há muito tempo e isso acontece porque os consumidores querem ter esses conteúdos de maneira online".

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