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Serviços de satélite
Sindisat: alta do dólar prejudica setor de satélites e pode afetar preços para o consumidor
quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016 , 18h28

A alta do dólar em relação ao real está causando dores de cabeça ao setor de satélites, que depende de investimentos e insumos vinculados à moeda estrangeira. Em comunicado enviado à imprensa nesta quarta, 17, o Sindicato Nacional de Empresas de Telecomunicações por Satélite (Sindisat) reclama que as companhias investiram US$ 3,4 bilhões nos últimos cinco anos, mas a desvalorização de cerca de 50% do real somente no ano passado pode acabar tendo impacto nos clientes, já que as empresas terão de rever custos em planos futuros.  O sindicato afirma que discutirá o tema neste mês em uma série de reuniões com outras entidades e membros do governo para reforçar a gravidade do assunto e procurar "formas de compensação e de manutenção dos investimentos".

Um dos argumentos para o pleito é que a cobertura satelital pode ajudar na universalização do acesso de banda larga, inclusive com programas como PNBL, já que consegue cobertura maior e mais barata que a infraestrutura terrestre. A utilização da capacidade de satélite já foi considerada para backhaul e backbone no programa Banda Larga Para Todos em regiões com baixa atratividade econômica. Além disso, o Sindisat destaca que os satélites também transportam sinais de milhares de estações terrenas, formando redes que fornecem serviços de comunicação crítica para instituições públicas, como de segurança, gestão de desastres, programas sociais de educação à distância, e-gov e outros.

O sindicato destaca ainda como outro tema crítico ao setor o preço atual das Taxas de Fiscalização de Instalação e de Funcionamento (TFI e TFF), já que o valor do Fistel para uma estação VSAT é 7,5 vezes mais do que para um modem de celular. A disparidade da taxa foi uma das principais queixas do presidente da operadora Hughes, Rafael Guimarães, em entrevista a este noticiário na semana passada.

Atualmente o Brasil conta com 14 satélites geoestacionários com posições orbitais brasileiras, 35 satélites com posições notificadas por outros países (mas cobrindo o território nacional) e mais de 100 mil estações terrenas. O Sindisat destaca também que os leilões dos últimos quatro anos geraram R$ 570 milhões para o País.

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