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Balanço financeiro
Lucro da Nokia cai pela metade em 2015
quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2016 , 17h03

Assim como a recém-adquirida Alcatel-Lucent, a Nokia também divulgou nesta quinta-feira, 11, o seu balanço financeiro relativo ao quarto trimestre e ao ano de 2015. A fornecedora finlandesa lucrou 499 milhões de euros no trimestre, 54% acima do ano anterior. No acumulado do ano, no entanto, o lucrou caiu pela metade: 1,194 bilhão de euros, um recuo de 56%.

Nos resultados desconsiderando ganhos com a venda da área de dispositivos e serviços para a Microsoft em 2014 e da Here em dezembro de 2015, além dos custos da incorporação da ALU em fevereiro deste ano, com amortização de ativos intangíveis, de reestruturação e outros itens, o resultado foi positivo. Assim, a Nokia fechou o trimestre e o ano com lucro de 575 milhões de euros (alta de 74%) e 1,392 bilhão de euros (aumento de 32%), respectivamente.

O lucro operacional foi 46% maior, total de 734 milhões de euros nos últimos três meses de 2015. No ano inteiro, ficou em 1,949 bilhão de euros, 22% acima do registrado em 2014.

A receita líquida fechou o trimestre em 3,609 bilhões de euros, aumento de 3%. No acumulado do ano, o total foi de 12,499 bilhões de euros, crescimento de 6% em comparação com 2014. A receita de redes registrou queda de 5% no trimestre, com 3,210 bilhões de euros, mas ainda crescimento de 3% no acumulado de ano, totalizando 11,490 bilhões de euros.

Em comunicado, o CEO da fornecedora, Rajeev Suri, afirmou que 2015 foi "outro ano de transformação dramática para a Nokia", ressaltando a fusão com a Alcatel-Lucent e a venda da unidade de mapas Here. Destaca ainda discussões futuras com a Samsung relacionadas a ativos de tecnologia e propriedade intelectual que não foram cobertos no acordo.

Sinergias

A Nokia espera que as sinergias em custo líquido de operação anual com a junção com a ALU cheguem a aproximadamente 900 milhões de euros ao final de 2018. A meta de redução de gastos anuais em juros foi revisada e deverá ser de cerca de 200 milhões de euros já no final de 2016 – a previsão anterior era de que esse patamar fosse atingido somente em 2017.

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