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Vendas de informática e comunicação avançam 17,4% em novembro, mas caem 5,6% na comparação anual, diz IBGE
quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016 , 14h11

O volume de vendas de equipamentos de escritório, informática e comunicação avançou 17,4% em novembro de 2015, compensando as duas quedas anteriores, período no qual acumulou perda de 11,7%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, porém, a taxa fica negativa em 5,6%, conforme pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 13, pelo IBGE.

A queda anual nas vendas de equipamentos de escritório, informática e comunicação é a quinta negativa consecutiva. Na avaliação do instituto, essa sequência de resultados negativos reflete não só o quadro de redução de renda real e elevação dos juros, como também, especialmente para informática, um processo de migração dos computadores de mesa para equipamentos de maior portabilidade e custos mais baixos, tais como tablets e smartphones.

No acumulado até novembro as vendas ficaram praticamente estáveis (0,1%), enquanto nos últimos 12 meses a variação foi de 0,9%. Em outubro de 2015, a queda nas vendas desses produtos foi de 10%.

Segundo o IBGE, em novembro de 2015, o volume de vendas do comércio varejista em geral avançou 1,5% sobre o mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais. Nessa mesma comparação, a variação na receita nominal foi de 2,3%. Para o volume de vendas, a segunda variação positiva consecutiva na margem contribuiu para interromper a trajetória de queda no indicador de média móvel trimestral (0,6%), observada desde dezembro de 2014. Para esse mesmo indicador, a variação da receita nominal permanece positiva em 1,3%. Na série sem ajuste sazonal, o total do volume de vendas apontou queda de 7,8% em relação a novembro de 2014, oitava taxa negativa seguida nesse tipo de comparação e a mais acentuada desde março de 2003 (quando registrou queda de 11,4%).

Os resultados permanecem negativos para o volume de vendas no acumulado de janeiro-novembro de 2015 (-4,0%) e para os últimos 12 meses (-3,5%). A receita nominal, para essas mesmas comparações, mantém-se no campo positivo, com variações de, respectivamente: 1,4%; 3,3% e 3,6%.

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