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Serviços móveis
Netshoes adota modelo de "zero rating" com todas as operadoras
sexta-feira, 06 de novembro de 2015 , 18h26 | POR FERNANDO PAIVA, DO MOBILE TIME

A partir desde mês de novembro até outubro de 2016 o tráfego de dados decorrente do acesso ao site móvel e ao aplicativo do Netshoes (Android, iOS) não será cobrado dos usuários de banda larga móvel. A novidade vale para as quatro grandes operadoras que atuam no País: Claro, Oi, Vivo e TIM. Trata-se de uma iniciativa de acesso patrocinado similar àquela do Bradesco, lançada um ano atrás. Ou seja, quem banca o acesso neste caso é a varejista.

A novidade está sendo comunicada através do site e do app do Netshoes, aproveitando a sua repaginação temática para a Black Friday. O usuário precisa ter um plano de dados e pelo menos R$ 0,01 de crédito, no caso de pré-pagos. As únicas páginas que não estão incluídas na campanha são aquelas de preenchimento do cadastro pessoal e de pagamento, por serem protegidas. Cabe ressaltar que se uma página for acessada através de um buscador ou de uma rede social também será descontado o tráfego: é preciso que o usuário insira o endereço completo em seu navegador no celular.

Análise

Há mais de um ano, desde que o case do Bradesco se tornou o público, estão em curso negociações entre empresas de m-commerce, bancos e operadoras móveis para o lançamento de iniciativas de tráfego patrocinado. A dificuldade de se padronizar um preço comum entre as quatro operadoras foi o maior obstáculo, segundo o relato de fontes a este noticiário meses atrás (veja matéria relacionada abaixo). Pelo visto, o Netshoes conseguiu superar essas barreiras e chegar a um bom termo com as teles. E o momento não poderia ser mais propício, às vésperas da Black Friday.

É provável que outros bancos e sites de e-commerce fechem acordos semelhantes nos próximos meses. A navegação gratuita no celular (ou zero rating)  é subsidiada pela empresa que contrata o serviço e é compensada pela alta conversão nesse canal, assim como pela redução de custos com agências ou lojas físicas (no caso de bancos e varejistas com presença física). Por fim, em tempos de crise e com as operadoras mais rigorosas no corte dos serviços quando as franquias são alcançadas, a percepção de valor de tais iniciativas por parte dos consumidores tende a ser maior, gerando um ganho para a imagem das marcas – pelo menos enquanto ainda for um diferencial de mercado.

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