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Estratégia
Cisco vê oportunidades no compartilhamento de infraestrutura
sexta-feira, 06 de novembro de 2015 , 08h55 | POR BRUNO DO AMARAL, DE CANCÚN, A CONVITE DA CISCO

A Cisco observa as novas estratégias de operadoras no Brasil em cenário de crise de olho em oportunidades para novas tecnologias na melhora da eficiência operacional. A companhia é fornecedora de rede e vislumbra novas possibilidades com acordos de cooperação entre as teles – até mais do que um eventual movimento de consolidação no mercado.

É o que explica o gerente de desenvolvimento de negócios para o segmento de operadoras da Cisco Brasil, Florian Hartmann. Segundo informou a este noticiário durante a conferência Cisco Live em Cancún, no México, acordos para a cobertura indoor, como o que a Claro, Oi, TIM e Vivo estão pretendendo (a proposta do termo de compromisso está no Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade), pode ser um mercado fértil para a fornecedora.

"A gente entra no indoor em dois ou três aspectos: offload, via Wi-Fi, ou femtocells e, obviamente, depois na conexão e gerenciamento, para utilizar o backbone ou a (rede) metro que vai transportar a cobertura", declara. Isso envolve a inteligência na hora de instalar as small cells no local, incluindo seus posicionamentos das antenas. Hartmann vê nessas small cells ma tendência, ainda que não em um futuro imediato, graças a compartilhamentos de infraestrutura. "Para conectar uma femto, tem que ter rede, não trabalham em Mesh, então tem que levar fibra", explica. Além disso, os próprios estabelecimentos dificultavam a instalação do backhaul se fosse para apenas uma operadora, segundo o representante da Cisco.

Por outro lado, a melhor eficiência espectral, como no caso do LTE-Advanced, que deve começar a ser implantado no Brasil em 2016, pode ajudar. "A facilidade de transportar dados fica maior, mais econômico, mais óbvio e gera mais demanda de banda", diz.

Da mesma forma, a iniciativa de RAN Sharing (compartilhamento de espectro), parcerias como a acordo tripartite que inclui Claro, Oi e Vivo na faixa de 2,5 GHz, não afeta os negócios da fornecedora. "Porque o crescimento de dados é tão significativo e alto que ele (o operador) tem que proporcionar capacidade em vez de fazer economia", avalia.

Na opinião dele, o cenário de consolidação não faria diferença para negócios para a Cisco, já que o volume de dados iria crescer e, assim, investimentos na rede core devem continuar acontecendo. Com as obrigações de haver compartilhamento de sites, há economia das operadoras no acesso, mas não há redução para o backhaul/backbone. "A própria América Móvil é exemplo: estamos com Embratel, Claro e Net, mas ainda funciona praticamente como empresas separadas", declara. "Eles estão fazendo bom trabalho, mas mostra como é difícil juntar redes."

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