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Eletropaulo já está preparada para expandir smart grid para São Paulo
quinta-feira, 05 de novembro de 2015 , 14h41 | POR BRUNO DO AMARAL, DE CANCÚN, A CONVITE DA CISCO

Nos próximos meses, o projeto da AES Eletropaulo de implantação de smart grid na cidade de Barueri (SP) vai avançar para estágios operacionais. Mas a ideia original de expandir a rede nova para a capital paulista continua, e isso pode não demorar. Segundo o gerente de desenvolvimento de negócios de IoE/IoT de uma das fornecedoras do projeto, a Cisco Brasil, Severiano Macedo, a Eletropaulo não fala em projeto piloto, justamente por ser na cidade onde fica a sede da distribuidora, o que permite que ela acompanhe o projeto de perto. "Não é piloto, é feito com clientes ativos, operacionais. O que tem aqui é um modelo onde vamos adaptar todas as ferramentas para o processo de expansão", declarou ele a este noticiário durante conferência Cisco Live em Cancún, no México, nesta semana. Isso significa que o headend está preparado para o atendimento para São Paulo inteira, já visualizando o projeto final. "A implantação na capital vai ser sequencial, não vai ter um período de interrupção (após o projeto em Barueri)."

Uma das barreiras, o repasse do custo dos medidores inteligentes, já estaria resolvida. "A AES conseguiu negociações favoráveis (com fornecedores) com o medidor; o mercado se surpreendeu com preços justamente pelo volume; e temos variáveis extremamente importantes nessa equação", diz, sem revelar valores. Ele se refere à redução das perdas não-técnicas – isto é, o roubo de energia com os "gatos" -, e a oportunidade de novos modelos de negócio pré-pago.

Macedo afirma que na Eletropaulo a média de perdas é de cerca de 8% – bem abaixo dos 25% registrados por outras distribuidoras no País. "Em alguns estudos que fizemos, ao conseguirmos reduzir em 3% as perdas, isso já paga o projeto", diz. Já em relação ao modelo de cobrança, justifica-se pela oportunidade de realizar tarefas de desligamento da energia de forma automática e, consequentemente, o religamento também instantaneamente. "Se eu deixo de pagar a conta de energia, cerca de R$ 130 por mês, a AES não tem condições de cortar logo, porque o custo para a equipe de campo desenergizar o medidor custa entre R$ 150 e R$ 190 por operação", justifica. Por isso que a empresa espera o prazo de três meses para mandar uma equipe cortar o recebimento da eletricidade.

Barueri

De acordo com Severiano, parte da infraestrutura já está a caminho, seguindo para o primeiro trimestre de 2016 com a etapa de instalação dos medidores inteligentes. "O projeto está em pleno deployment, estamos com implantação do core de rede, e o de roteadores será antes do final do ano, com os primeiros medidores logo após o Carnaval", disse ele a este noticiário.

Ele explica que a distribuidora elétrica tem "preocupação exarcebada com a questão da disponibilidade" da comunicação no sistema – mesmo com a garantia da redundância da rede mesh, que interconecta os aparelhos, há ainda o acesso via espectro não licenciado em 915 MHz e a comunicação via rede elétrica (PLC). "O desenho da rede é feito para ser de autodisponibilidade, mas na visão da AES Eletropaulo, não era suficiente, por isso o duplo stack com wireless e PLC", explica.

A Cisco tem ainda projetos com a rede de seis distribuidoras da Eletrobras e vê oportunidade de negócios na conectividade das subestações também, além da integração com gerenciamento de frotas de manutenção e o call center da distribuidora.

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