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Oi e LetterOne anunciam acordo para tentar consolidação com TIM
sexta-feira, 30 de outubro de 2015 , 12h35

Na manhã desta sexta-feira, 30, a Oi anunciou que entrou em acordo com a LetterOne Technology (subsidiária britânica do fundo russo) para receber a capitalização de US$ 4 bilhões condicionada a uma transação de consolidação com a TIM. A Oi enviou na quarta-feira, 28, uma contraproposta de exclusividade por um período de sete meses (contados a partir do dia 23 de outubro) para proporcionar a combinação de negócios, cujos termos foram aceitos pela empresa russa.

A Oi diz que, em caso de a operação ser aprovada, "espera-se uma redução de alavancagem da Oi, tornando-se um player mais robusto, e a geração de importantes sinergias e ganho de escala, promovendo geração de valor para todos os acionistas. Com a eventual fusão, o novo player poderia competir em maior igualdade no mercado de telecomunicações com a América Móvil e Telefônica. A operadora avalia ainda que "o consumidor deverá ser beneficiado com o consequente fortalecimento da Companhia", apesar da redução de opções de concorrência.

Naturalmente, trata-se apenas de um passo para a investida na TIM, que ainda deverá avaliar uma proposta formal – até o meio-dia desta sexta-feira, a empresa ainda não havia se pronunciado. Vale ressaltar também que o BTG Pactual, um dos principais acionistas da Oi, foi contratado em agosto do ano passado para prospectar alternativas para a consolidação. Ao mesmo tempo, é responsável pela gestão de cerca de R$ 4 bilhões feitos na companhia para a fusão com a Portugal Telecom, valor que sofreu perdar significativas com a desvalorização da companhia desde então. Não está claro ainda se no processo de entrada da Letter One o BTG ou algum outro acionista será diluído ou terá sua participação comprada.

Importante lembrar ainda que no ano passado a superintendência de competição da Anatel levantou "problemas regulatórios" de uma eventual fusão por conta do cap de espectro e sobreposição de outorgas no serviço móvel pessoal (SMP). Qualquer movimento dependerá de anuência prévia à agência. Já o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também precisaria aprovar a consolidação.

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