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Burocracia ainda impede migração de funcionários da Telefónica Latinoamerica ao Brasil
quinta-feira, 06 de junho de 2013 , 15h11 | POR BRUNO DO AMARAL

Anunciada em abril, a transferência da sede operacional da Telefónica Latinoamerica para o Brasil ainda está em andamento. A razão para a demora, de acordo com o presidente da Telefónica Latinoamerica, Santiago Fernández Valbuena, é a burocracia brasileira. "Ainda faltam alguns vistos de trabalho, a burocracia é um pouco enrolada. Mas é um processo, isso vai acontecer", garantiu ele em conversa com jornalistas nesta quinta, 6, em São Paulo, durante a apresentação da pesquisa da companhia em parceria com o jornal Financial Times sobre comportamento de jovens. Ainda em abril, o executivo já estava reclamando do processo de migração, que estaria tomando "mais tempo do que o necessário".

Valbuena confirmou que haverá cerca de 200 pessoas no total, sendo cerca de cem transferidas da antiga sede em Madri, na Espanha, que contava com 300 pessoas. "Teremos pessoas transferidas na região, certamente teremos contratadas, mas não tenho um número final", diz, mencionando a possibilidade de funcionários de outros países na América Latina serem transferidos para o Brasil. Os escritórios da Telefónica Américas estão instalados agora na antiga sede da Telesp, na rua Martiniano de Carvalho, no centro de São Paulo.

O executivo se negou a comentar sobre uma possível abertura de capital da Telefónica Latinoamerica, mas destacou o bom desempenho das operações da Telefônica/Vivo, que agora respondem pela maior parte da receita do grupo espanhol. "Acho que é uma coisa natural que o crescimento brasileiro vá dominar outras partes do mundo que são grandes, mas estão em recessão, como a Espanha. Não é questão de mérito, mas de tendência", afirmou Santiago Valbuena.

Por enquanto, a Telefónica e suas operadoras no mundo estão interessadas em serem vistas como empresas de tecnologia e Internet. De acordo com o executivo, esse foi o motivo de o grupo espanhol ter promovido a pesquisa Millenium em conjunto com o Financial Times, avaliando o comportamento de jovens de 18 a 30 anos a respeito de aspectos socioeconômicos e de tecnologia. "Queremos estar associados a novas tendências e tecnologias, mas também queremos ter conhecimento sobre nossa futura base", afirma.

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