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TV por assinatura
Mercado de TV paga encosta nos 17 milhões de assinantes, mas desaceleração persiste
quarta-feira, 05 de junho de 2013 , 15h52 | POR SAMUEL POSSEBON

O mercado de TV por assinatura registrou no mês de abril, segundo dados da Anatel, 16,969 milhões de assinantes. Isso representa um crescimento anualizado de 21,56% e um crescimento de um pouco menos de 1% em relação ao mês anterior.

Em termos dos desempenhos individuais das operadoras, houve algumas mudanças no mês de abril. A Sky, que vinha desacelerando primeiros meses do ano em termos de assinantes líquidos adicionados à sua base, voltou a acelerar e conquistou 84 mil clientes no mês, chegando a 5,342 milhões de assinantes. Já a Net, que vinha mantendo a liderança em vendas líquidas nos últimos meses, desacelerou e cresceu 21,4 mil clientes em abril, totalizando uma base de 5,537 milhões. A Claro TV, que desde o começo do ano vinha crescendo em números absolutos menos do que a Net, cresceu mais no mês (32 mil assinantes líquidos), e totalizou 3,305 milhões de assinantes em abril. A OiTV adicionou 17 mil assinantes à sua base (total de 857,3 mil) e a GVT, 14 mil (para um total de 500,9 mil), isso no mês de abril. A Algar Telecom cresceu 5,6 mil clientes (126,2 mil no total) e a Blue Interactive, 1,5 mil (totalizando 111 mil). Outras operadoras cresceram cerca de 8 mil clientes (base total de 656,7 mil) e a Telefônica/Vivo TV, mais uma vez, perdeu base. Foram menos 23,4 mil clientes no mês de abril, segundo dados da Anatel, o que levou a operadora a 532 mil clientes no mês.

Desaceleração

Com o desempenho de abril, o mercado de TV paga manteve a tendência de desaceleração que está sendo verificada a cada mês desde julho do ano passado. O mercado segue crescendo, mas a uma taxa anualizada mais baixa. Em abril deste ano, a taxa anual de crescimento foi de 21,56%, valor que não era registrado desde abril de 2010. Segundo operadores ouvidos por esse noticiário, a desaceleração se deve a uma combinação de desaceleração da economia, aumento da inadimplência e a um aumento no índice de não renovação dos contratos.

O que acontece é que o período vigoroso de aumento registrado entre o meio de 2011 e meados de 2012 está cobrando seu preço: contratos que tinham cláusula de fidelização ou descontos promocionais por tempo limitado não são renovados ao final desse período, por conta sobretudo do limite orçamentário das famílias, segundo têm verificado os operadores. Com isso, ficou mais difícil manter o crescimento líquido.

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