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Painel Telebrasil
Provedores menores reclamam de dificuldades para implantar fibra
terça-feira, 21 de Maio de 2013 , 15h52 | POR BRUNO DO AMARAL

Os incentivos para backhaul promovidos pelo Ministério das Comunicações (Minicom) estão concentrados também em fibra. André Gomes, gerente de projetos de banda larga do Minicom, afirmou no 57º Painel 2013 Telebrasil em Brasília que há dificuldades reconhecidas pelo governo em regiões fora dos grandes centros. “Há iniciativas de pequenos provedores que têm implantado cada vez mais redes de fibra ótica em municípios não muito atendidos, e a um custo muito menor”, afirma.

Ele afirma que há um diálogo com os provedores e o governo. “Há dois gargalos: dificuldade de obtenção de financiamento público para implementação de projetos, e o Minicom tem trabalhado com o BNDES para entender as dificuldades; e a outra, comentada por provedores, é o uso de poste”, explica. Segundo Gomes, os provedores estão pagando de R$ 8 a R$ 15 por poste. “Isso inviabiliza a expansão de maneira mais rápida”, reconhece.

Uma alternativa para incentivar a chegada dos cabos óticos a regiões mais deficientes de infraestrutura é a proposta de atualização de metas e estratégias do PNBL 2.0, trabalhando com esse foco. Segundo o Minicom, são cerca de 3 mil municípios brasileiros que não são atendidos por fibra, boa parte com “plena possibilidade” de obterem a infraestrutura. Mas há cerca de 200 que não têm condições.

“O objetivo da proposta é, dentro dessa linha, servir de plataforma para que tenhamos expansão fixa mais pesada e agressiva para municípios que não estão conectados com fibra, pois a gente entende que ela tem o potencial de escoamento de tráfego. É um gargalo importante de backhaul”, diz Gomes. Ele cita programas de outros países que incentivam banda larga com fibra até a residência (FTTH), “ou o mais próximo disso”, embora ele diga que o Minicom não exclua outros serviços, como LTE e banda larga por satélite. “O móvel complementa o domiciliar, mas pode servir de alternativa por conta das altas velocidades, especialmente para municípios menores que, até o momento, não vão comportar investimento em fibra, que é um projeto de longo prazo, de dez anos ou mais, e com investimento significativo.” 

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