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Infraestrutura
BrTowers, que comprou torres da Oi, avalia que o movimento foi pró-competição
terça-feira, 21 de Maio de 2013 , 19h31 | POR HELTON POSSETI

A BrTowers, companhia que comprou o direito de uso de aproximadamente 2,1 mil torres da Oi, avalia que o movimento da empresa é "pró-competição". A companhia se manifestou sobre a preocupação da Abrint de que as torres vendidas não farão parte da infraestrutura submetida às regras do PGMC.

"O negócio é positivo para a própria associação, que vai ter um acesso mais facilitado", afirma o presidente da BrTowers, Maurício Giusti, em referência ao fato de que o compartilhamento de torres não faz parte do core business das concessionárias. O executivo explica que o negócio da BrTowers é justamente o compartilhamento das torres e, por isso, o objetivo é colocar o maior número possível de ocupantes nessa infraestrutura.

O ponto de vista da BrTowers é o mesmo colocado pela Anatel durante workshop realizado nesta terça, 21, pela Anatel. O superintendente de Competição, Carlos Baigorri, mencionou que a desverticalização do mercado pode ser positiva para a competição.

Giusti explica que a Oi vendeu o direito de uso dessa infraestrutura, mas a propriedade continua sendo da Oi, até porque, se tratam de torres usadas pela telefonia fixa e, por isso, bens reversíveis. "A Oi recebe um cheque por esse ativo porque ela deixa de ter a propriedade e passa a nos pagar um aluguel pela utilização das torres", afirma ele.

Segundo o executivo, a BrTowers tem toda a liberdade para comercializar esses ativos com quem quer que seja e no contrato não está previsto qualquer tipo de divisão de receita com a Oi. "A perspectiva é ter liberdade para comercializar para quem a gente quiser. Imagino que isso seja bastante positivo parta o mercado", diz ele.

De qualquer forma, no entendimento da BrTowers mesmo a Oi tendo a propriedade das torres não poderá recair sobre essa infraestrutura a regulamentação do PGMC. "Não faz sentido, ao vender a cessão de uso ela não tem mais a posse, mesmo tendo a propriedade", diz ele. A Oi também vendeu um outro lote de 2,1 mil torres arrematado pela SP Cinco Torres. Houve também um outro leilão de 1,2 mil torres arrematadas pela Torre Sur.

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