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Balanço financeiro
Alcatel-Lucent registra prejuízo pelo quarto trimestre seguido
sexta-feira, 26 de Abril de 2013 , 18h21 | POR REDAÇÃO

Pelo quarto trimestre seguido, a Alcatel-Lucent (ALU) registrou prejuízo em seu balanço. No último relatório, referente ao primeiro trimestre de 2013, a companhia reportou um prejuízo líquido de 353 milhões de euros, contra a um lucro líquido de 259 milhões de euros no mesmo período em 2012. Segundo a ALU, o valor inclui multas de 122 milhões de euros em reestruturação e 152 milhões de euros em "perdas financeiras", além do impacto de 14 milhões de euros em impostos.

A companhia acabou tendo um desempenho um pouco melhor com o prejuízo operacional, diminuindo 98 milhões de euros em relação ao ano passado e fechando o trimestre com 202 milhões de euros.

O CEO da empresa, Michel Combes, afirmou em nota que haverá um "forte foco em gerenciamento de capital de trabalho para reverter alguns dos impactos negativos que ocorreram neste trimestre". Combes, que assumiu o cargo em fevereiro, afirmou que está revendo o modelo de operações e negócios da fornecedora e que deverá divulgar os novos planos no começo do verão europeu, ou inverno brasileiro (entre junho e setembro).

Receitas no setor ótico decepcionam

A Alcatel-Lucent registrou receita de 3,226 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2013, leve alta de 0,6% em relação ao mesmo período de 2012. O setor de redes e plataformas cresceu 4,2% nesse intervalo, somando 2,713 milhões de euros, enquanto o aumento nas áreas de IP (6,3%, totalizando 493 milhões de euros), wireless (966 milhões de euros), redes fixas (405 milhões de euros), plataformas e serviços (226 milhões de euros) foram eclipsados pelo declínio grande de 15,6% na área de cabos óticos, totalizando 342 milhões de euros.

A receita na América do Norte respondeu por 48% do total da empresa (ou 1,545 milhão de euros), enquanto a Europa declinou 10,1%. A companhia afirma que o crescimento dos negócios no Brasil acabou sendo ofuscado pelos fracos resultados na América Latina e América Central, assim como no Oriente Médio e África, resultando em uma queda de 13,3% na média dessas regiões (designadas como "resto do mundo" pela empresa, que juntas representaram receita de 443 milhões de euros).

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