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Telefónica pode deixar grupo de controle da Telecom Italia
quinta-feira, 11 de Abril de 2013 , 13h59 | POR LETÍCIA CORDEIRO

O presidente e CEO da Telecom Italia, Franco Bernabè, conseguiu uma pequena vitória na reunião do conselho de administração da holding italiana realizada nesta quinta-feira, 11, quando o conselho aprovou um comitê especial, a ser presidido por Bernabè, para verificar "em um curto espaço de tempo" o interesse da empresa em dar continuidade às negociações de fusão de sua divisão de telefonia móvel doméstica com a 3 Italia (H3G), do grupo Hutchison Whampoa.

Segundo comunicado oficial da Telecom Italia, controladora da TIM no Brasil, a proposta do grupo chinês baseado em Hong Kong de fusão das operações móveis de ambas as empresas prevê que a Hutchison Whampoa adquira uma participação acionária na Telecom Italia e venha a se tornar o maior investidor individual da holding italiana. Vale lembrar que hoje o maior acionista individual da Telecom Italia é a espanhola Telefónica, que detém indiretamente 10,5% do capital do grupo italiano. A participação da Telefónica se dá como acionista majoritária da holding Telco, maior acionista da Telecom Italia com 22,4% de participação.

A entrada de um novo investidor seria uma oportunidade para que acionistas da Telco insatisfeitos com a desvalorização das ações da Telecom Italia deixassem o negócio. E o que se tem ventilado no mercado é que a Telefónica estaria, sim, disposta a deixar o grupo de controle da Telecom Italia, onde está desde 2007.

Bernabè ainda terá muito trabalho nos bastidores. Vale lembrar que foi a Telco, e em última instância a Telefónica, quem rejeitou no final do ano passado uma oferta de injeção de capital de 3 bilhões de euros do empresário egípcio Naguib Sawiris. O negócio necessitaria também de aprovação dos órgãos reguladores italianos, uma vez que poderia diminuir a competição no mercado móvel daquele país. A Itália tinha ao final de dezembro, segundo dados da Agcom, órgão regulador italiano, 92,78 milhões de linhas móveis em serviço. A líder de mercado era a Telecom Italia, com 34,7% dos acessos; seguida pela Vodafone, com 31,7% de participação de mercado; Wind, com 23,4% de share; e 3 Italia, com 10,3%.

Desagregação da rede

A fusão com a H3G é uma das possibilidades para a Telecom Italia tentar reduzir parte de sua pesada dívida líquida, que encerrou 2012 em quase 28,3 bilhões de euros. Outra possibilidade que deve avançar é a venda de sua infraestrutura de cobre, avaliada em 15 bilhões de euros. A reunião do conselho desta quinta também autorizou o a diretoria da Telecom Italia a definir um processo operacional e a viabilidade de uma separação estrutural da rede de acesso da operadora.

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