OUTROS DESTAQUES
Serviços de satélite
Inmarsat anuncia no Brasil serviço de banda L por satélite
terça-feira, 09 de Abril de 2013 , 20h39 | POR BRUNO DO AMARAL

A companhia de comunicação global móvel por satélite Inmarsat anunciou nesta terça-feira, 9, no Rio de Janeiro, o lançamento de novos serviços utilizando a banda L em satélites. A ideia é oferecer comunicações para usuários governamentais, com foco especial em defesa e segurança. A principal vantagem do serviço L-TAC da empresa é justamente oferecer o acesso por meio de rádios UHF já existentes, utilizando um adaptador e oferecendo solução push-to-talk "além da linha de visão" (BLOS, na sigla em inglês) usando rádios táticos, portáteis ou instalados em veículos como carros, helicópteros e navios.

O lançamento da solução no Rio mostra uma atenção da Inmarsat dedicada ao mercado brasileiro, evidenciada pela contratação em fevereiro de Bernardo Schneiderman como diretor de desenvolvimento de novos negócios para a área governamental para o Brasil. "O foco do mercado nacional é basicamente uma atualização no nível de comunicação com o mercado, pois a Inmarsat não é só (para o setor) marítimo, é global", afirmou o executivo. A empresa quer assim educar o mercado sobre a abrangência da solução, expandindo a penetração atual e introduzindo novas plataformas.

Entre os terminais oferecidos pela companhia, Schneiderman destaca o IsatPhone, um dispositivo semelhante a um celular GSM que se conecta em qualquer rede no mundo com um SIMcard, oferecendo as mesmas tarifas independente do país. Outro é a linha BGAN, que são terminais para desktop ou telefone. "Ele é do tamanho de um iPad, você tem Internet e usa do mesmo modo no celular, pagando por megabyte de uso ou mensagem, semelhante a um pacote de dados", explica.

Nova linha de satélites

Segundo o executivo, a presidenta Dilma Rousseff utiliza a solução da rede Inmarsat 4 (lançado em 2006 e com vida útil até 2020) para comunicação terrestre, aeronáutica e marítima. Com a banda Ka, diz ele, a conexão poderá chegar a 5 Mbps de upload e 50 Mbps de download, mas a banda L (por meio da constelação Global Express) oferece uma comunicação complementar de 500 kbps em casos de interrupção. "A frequência é dedicada para satélites e funciona independente de chuva, contrário ao que acontece com as bandas Ku e Ka", garante Shcneirderman. "É uma vantagem para nossos clientes ter um terminal híbrido, com condições de fazer um backup."

O sistema com a banda L chega ao mercado até o final do ano junto com uma nova geração de satélites que será lançada para o Inmarsat 5, cujo investimento global é de US$ 1,2 bilhão "todo financiado com recursos próprios" (desde 2009) e que contará com três novos artefatos construídos pela Boeing para cobrir o mundo inteiro. "O primeiro irá cobrir a Europa e África no quarto trimestre de 2013, os outros dois no primeiro semestre do ano que vem", declara. O segundo satélite a ser lançado irá cobrir as Américas, incluindo 100% do território brasileiro. "É um modelo semelhante ao Inmarsat 4, e tem feixes locais para roaming, que permite você usar o serviço em qualquer lugar do mundo."

Comunicação complementar

O vice-presidente sênior da área governamental global da Inmarsat, Michael J. Abad-Santos, explica que o adaptador Slingshot permite trazer economia ao aumentar a capacidade utilizando os próprios equipamentos UHF. "Queremos dar aos usuários a oportunidade de usarem os rádios atuais em vez de terem de comprar um novo equipamento UHF, que é difícil de achar e caro", conta. O acessório atua como um conversor de frequência, "traduzindo" a comunicação para o canal de frequência ultra-alta. "Uma das coisas que diferencia o serviço é que utilizando a banda L você pode ter um centro de comunicação L-TAC em movimento, enquanto antes era necessário estar parado".

Ele acredita o que o Brasil é "um bom mercado para o L-TAC, por possuir uma grande variedade de rádios". "Achamos que o País tem muitas oportunidades para a Inmarsat por conta dos programas de defesa, de banda larga, e com a Copa do Mundo e Olimpíadas", diz. "Podemos prover comunicações complementares para a infraestrutura".

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

Top