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Barreira para o SeAC não é preço de outorga, mas sim obrigações, diz Rezende
quinta-feira, 05 de Janeiro de 2012 , 21h29 | POR SAMUEL POSSEBON

O presidente da Anatel, João Rezende, aposta que em abril já será possível abrir licenças do Serviço de Acesso Condicionado, mas fora alguns casos específicos de pedidos de licença que estão represados, ele não acha que deva haver uma corrida por estas outorgas de TV por assinatura. "Não é mais uma questão de preço da outorga, mas sim de investimentos, porque tem obrigações de carregamento e cotas que precisam ser cumpridas", diz Rezende. "Mas como não tem cobertura mínima, acho que haverá muita gente interessada". Sobre a proposta do conselheiro Rodrigo Zerbone, de perguntar à sociedade sobre contrapartidas de construção de redes. "Acho importante questionar a sociedade sobre isso, mas esse é um debate que passa pelo Plano Geral de Metas de Competição, que só deve sair depois do regulamento do SeAC", diz Rezende.

Sobre o questionamento da conselheira Emília Ribeiro, que recomendou em seu voto que a Anatel já previsse a possibilidade de que a faixa de 2,5 GHz pudesse ser utilizada pelo SeAC, Rezende acha que não é esse o momento. "Vários regulamentos terão que ser alterados em função do SeAC. Isso pode ser feito depois", diz, "até porque, a ideia é que qualquer faixa possa ser usada pelo SeAC, inclusive aquelas que hoje estão sendo usadas pelo SMP apenas".

Rezende mostra-se entusiasmado com o avanço da Sky sobre o mercado de banda larga. "Esse anúncio da Sky é um prenúncio importante do que vai acontecer nos grandes centros. A Net e a Sky vão brigar agora em todos os serviços, e as outras empresas vão ter que acompanhar", diz. Ele disse acreditar que a Oi venha com um serviço ainda mais avançado, em cima de xDSL ou da rede de fibra. "A questão é pensar no futuro: quem tiver na frente oferecendo serviço de qualidade sai na frente".

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