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Para Nokia Siemens, TD-LTE já chega com custos equivalentes aos de redes 3G
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 , 12h21 | POR SAMUEL POSSEBON

A chegada da tecnologia TD-LTE ao Brasil por meio do serviço lançado pela Sky em Brasília é um marco mundial. A Nokia Siemens Networks, empresa fornecedora que está viabilizando a tecnologia para a Sky e que recentemente passou por um reposicionamento estratégico, focando sua atuação no mercado de mobilidade, acredita que o Brasil, ao lado de Índia e China, pode ser um mercado determinante para essa tecnologia, por conta da distribuição do espectro que foi adotada pelo País. Eduardo Araújo, diretor da Nokia Siemens para a América Latina e que esteve no Brasil para o lançamento da operação da Sky, destaca que apesar da escala ainda pequena no mundo (há apenas outras duas operações comerciais em TD-LTE no Oriente Médio e cerca de 15 testes no mundo), essa é a tecnologia 4G que deve prevalecer na China e terá forte presença na Índia. "A escala está garantida", diz ele, lembrando que com a otimização da eletrônica, os custos dos equipamentos TD-LTE não estão muito diferentes dos equipamentos 3G. Segundo Wilson Cardoso, CTO da Nokia Siemens no Brasil, o segredo do equipamento é que ele é basicamente o mesmo, seja para 3G, LTE. ou TD-LTE. "As mudanças são feitas por software", explica, lembrando que mesmo as CPEs (Costumer Premise Equipment, o terminal do usuário) são compartilhadas, já que elas operam em um range de frequências que começam em 700 MHz e vão até 2,7 GHz. A Nokia Siemens diz que a tecnologia trazida para o Brasil é rigorosamente a mesma que será usada na China. Os custos, lembra o CTO, são os mesmos de uma rede 3G em relação às estações radiobase (ERBs). Já o modem equivale a um modem 3G com Wi-Fi.

Nos testes da Sky, havia a possibilidade de ter sido introduzida na oferta inclusive dongles (mini-modems) para recepção do sinal banda larga em notebooks, mas a Sky optou por não pedir a homologação deste equipamento para evitar resistências da Anatel, que poderia interpretar o movimento como o desejo de ter uma rede móvel. Mas a alteração para permitir o hand-off de célula (e assim a mobilidade plena), quando necessária, é feita com uma simples atualização de software.

Futuro

Quando anunciou seu reposicionamento estratégico e a saída de alguns mercados, sobretudo na área de acesso fixo, a Nokia Siemens deixou no ar o futuro da evolução das plataformas de WiMAX dentro do portfólio da empresa. O WiMAX, assim como o TD-LTE, também opera no espectro não-pareado destinado a tecnologias TDD. Segundo Eduardo Araújo, a empresa pretende manter a tecnologia em seu portfólio para atender os contratos atuais, sobretudo na faixa de 3,5 GHz, mas indica que a decisão de descontinuar o WiMAX dependerá da própria evolução do mercado. No entanto, a Nokia Siemens não esconde que a sua prioridade são as tecnologias LTE e TD-LTE.

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