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Telefônica chega a 25 mil clientes na rede de fibra óptica
quinta-feira, 11 de agosto de 2011 , 23h53 | POR SAMUEL POSSEBON

A Telefônica comemorou esta semana a marca de 25 mil residências conectadas à sua rede de acesso em fibra óptica (FTTx). Segundo André Kriger, diretor de fibra óptica da operadora, esse número é superior à soma de todas as outras implementações de FTTx na América Latina. Ele reforça a estimativa da operadora de chegar ao final do ano com 50 mil clientes conectados e a 2015 com 1 milhão de clientes. Esse ano, a Telefônica está investindo cerca de R$ 200 milhões na rede de fibra e a expectativa da operadora é conseguir "aumentar substancialmente" esse investimento em 2012, segundo o executivo. O planejamento orçamentário começa a ser feito agora e deve levar ainda dois meses, explica.
A Telefônica tem na rede de fibra uma aposta de longo prazo. "É essa rede que dará suporte aos nossos serviços pelos próximos 50 anos. O retorno dos investimentos é de longo prazo. No nosso caso, calculamos o pay-back em nove anos", diz Kriger, que participou de um painel sobre ultra banda larga na ABTA 2011, que aconteceu esta semana em São Paulo. Ele explica que quanto mais vídeo for trafegado na rede da Telefônica, melhor será para a rentabilização das redes de fibra.
Hoje, os desafios enfrentados pela empresa ainda são na padronização de equipamentos e na formação de mão-de-obra para trabalhar na construção das redes. Na parte de rede interna, a Telefônica está optando por modelos alternativos para agilizar as instalações. "A distribuição dos sinais para os pontos de TV, por exemplo, estamos começando a fazer utilizando a rede de cabos coaxiais que já existe dentro das residências", explica, lembrando que a fibra, de qualquer maneira, continua chegando até a um ponto da residência escolhido pelo usuário. "Essa rede de cabos de TV permite que a gente distribua até 100 Mbps", diz Kriger.
Ele lembra que outro desafio frequente com que a Telefônica tem se deparado é o fato de que os gargalos fora da rede da empresa começam a ser mais problemáticos. "A gente entrega uma velocidade de 100 Mbps, mas aí o consumidor percebe que existem gargalos em outros pontos da rede que não são nossa responsabilidade", diz.
Algar Telecom
Para Luis Andrade Lima, diretor de operações e tecnologia da Algar Telecom, a implementação da rede de fibra abre novas possibilidades de serviços e a garantia de uma rede de ultra banda larga simétrica e preparada para o futuro. "Descobrimos que quando colocamos velocidades muito elevadas na rede, os equipamentos do usuário, como o roteador doméstico, o terminal de Wi-Fi e mesmo os computadores não estão preparados para velocidades superiores a 100 Mbps. Somos obrigados a trocar esses equipamentos em muitos casos", diz.
Lima aponta também a falta de padronização nos equipamentos de redes ópticas como um grave problema para as operadoras, e diz que os CPEs (terminais de usuário), ainda são muito caros. A Algar Telecom foi a primeira operadora brasileira a oferecer acesso residencial de 1 Gbps por redes de fibra, como um teste para domínio da tecnologia e, segundo Luis Andrade Lima, existem cerca de 500 clientes com essa solução, na maior parte empresas como agências de publicidade e empresas de segurança que transferem grandes arquivos ou gerenciam imagens remotamente.

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