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TV por assinatura
TV paga terá 32,1% de penetração em 2015, aposta Anatel
terça-feira, 09 de agosto de 2011 , 15h54 | POR DANIELE FREDERICO

A TV por assinatura terá uma penetração de 32,1%, ou 22 milhões de domicílios em 2015. A estimativa é da Anatel, e foi divulgada pela gerente de regulamentação e planejamento da agência, Ângela Beatriz Catarcione, durante o Congresso da ABTA, que acontece entre os dias 9 e 11 de agosto, em São Paulo. Segundo ela, a penetração da TV por assinatura, que em 2010 foi de 15,91%, pode chegar a 49,84% em 2022, o que representaria cerca de 38 milhões de domicílios assinantes. As projeções consideram o número de docimicílios divulgado pelo IBGE e a projeção de crescimetno de 2% ao ano, além de não considerar novos operadores.
A base de assinantes, que vem apresentando crescimento mais expressivo desde 2008, teve crescimento de 13% no primeiro semestre de 2011, e a perspectiva para este ano é que feche em 25%. "Embora a base esteja crescendo, o investimento em redes, equipamentos e publicidade está caindo, e deve ser de 5,64% em 2011", completa.
A estimativa da Anatel está bem próxima da apresentada por Jacqueline Lison, analista de telecomunicações do Banco Fator. Por essa projeção, a TV por assinatura chegará a 2015 com 20,2 milhões de domicílios assinantes.
Jacqueline ressaltou ainda que desde 2006, o crescimento da TV por assinatura vem "descolando" do PIB. "Em 2009, por exemplo, o PIB caiu quase 2% e o crescimento da TV por assiantura foi de 19%", diz Jacqueline. "Ainda é um serviço sensível à renda, mas menos do que foi no passado".
Apesar do crescimento expressivo da TV por assinatura, em especial do DTH, as receitas geradas pela TV por assinatura para operadoras de telecomunicações ainda são pequenas. Segundo dados apresentados pela analista, a participação de TV por assinatura no faturamento da Embratel, por exemplo, é de 8,7%, e da Telefônica é de 3,6%, enquanto em empresas do setor de TV por assinatura, pode chegar a 66% do total. Jacqueline mostrou ainda que, de maneira geral, os grandes grupos estão com baixa alavancagem, o que não deve criar dificuldades em financiar crescimento.

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